De fato, como proposto a obra oferece um bom conjunto de orientações e valores morais para a nossa reflexão e para a nossa decisão das escolhas e das ações que tomamos no dia-a-dia. O autor aborda vários temas de forma ampla e equilibrada.
Para cada tema o autor dedica um pequeno capítulo onde apresenta, de forma geral, um texto inicial oferecendo orientações e convidando à reflexão e, depois, algumas estórias ou contos que ilustram bem o tema.
Aliás, as estórias ajudam a quebrar um pouco da monotonia de alguns textos mais repetitivos e ajudam a manter ou mesmo despertar a atenção do leitor. Ou seja, acaba sendo um importante recurso para a assimilação da mensagem passada no texto inicial.
Uma outra possibilidade para o autor seria a de escrever textos mais concisos e menos repetitivos, mas talvez para este tipo de leitura o propósito é exatamente este: o de "martelar" as idéias pra ver se o leitor "pega" alguma coisa.
Por outro lado, a mesma técnica (da repetição) usada também entre os capítulos acaba desestimulando bastante o leitor que lê o livro do começo ao fim, ao contrário daquele que lê esporadicamente e aleatoriamente alguns capítulos. Isto é, alguns capítulos apresentam praticamente as mesmas idéias e chegam algumas vezes a ter parágrafos semelhantes (ver, por exemplo, cap. Felicidade pag. 24 e cap. Boa Vontade pag. 157).
O livro traz para o leitor boas oportunidades para reflexão, mas, por vezes, beira um conjunto de instruções diretas e triviais que descartam a possibilidade de reflexão. Por exemplo, na página 174 o autor escreve "não fume e não use drogas, o fumo é um veneno e as drogas, como o nome já diz, é mesmo uma droga". Ou seja, não estimula a reflexão e apenas reproduz o senso comum que não funciona para um efeito duradouro.
As referências bibliográficas são muito boas. Explora boas passagens da obra de Allan Kardec, do Chico Xavier, do Francisco do Espírito Santo Neto, e do evangelho de Jesus.