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    The History of Sexuality: An Introduction: 1

    Michel Foucault, Alain Ed. Foucault

    Vintage Books
    1990
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9780679724698
    3.5
    2 avaliações
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    The author turns his attention to sex and the reasons why we are driven constantly to analyze and discuss it. An iconoclastic explanation of modern sexual history.

    Resenhas (1)Ver mais
    Letícia  picture
    Letícia 30/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "A sexualidade é o nome que se pode dar a um dispositivo histórico: não à realidade subterrânea que se apreende com dificuldade, mas à grande rede da superfície em que a estimulação dos corpos, a intensificação dos prazeres, a incitação ao discurso, a formação dos conhecimentos, o reforço dos controles e das resistências, encadeiam-se uns aos outros, segundo algumas grandes estratégias de saber e de poder. " Leitura muito interessante onde Foucault começa com um levantamento histórico que desagua nos dispositivos políticos de poder sob os corpos e a limitação da liberdade. Foi uma livro que começou de forma muito complexa, mas sabia que essa era uma característica do autor e acredito que logo consegui compreender sua escrita de uma forma de me auxiliou a continuar a leitura de forma mais tranquila. Achei muito interessante o começo que traz essa imagem de como era visto e vivido o sexo durante os séculos e senti que a passagem deles é bem fluída e bem compreensível entre os capítulos assim como as modificações que tornam o sexo tabu, que modificam e marcam o lugar social. É interessante ter a visão dessa forma, ampla por ser um livro tão curto, mas também de forma suficientemente clara para o objetivo do livro. É também diante dessas passagens que começamos a ver com mais clareza a distinção entre as classes sociais e o distanciamento que ocorre como inicio exatamente do jogo de poder que envolve o sexo e os corpos tidos como nobres. "E, antes de mais nada, uma transposição, sob outras formas, dos procedimentos utilizados pela nobreza para marcar e manter sua distinção de casta; pois a aristocracia nobiliárquica também afirmara a especificidade do seu próprio corpo. Mas era na forma do sangue, isto é, da antiguidade das ascendências e do valor das alianças; a burguesia, para assumir um corpo, olhou, ao contrário, para o lado de sua descendência e da saúde do seu organismo. O "sangue" da burguesia foi o seu próprio sexo." Assim, Foucault também traz o peso da linguagem ou do não falar para o jogo politico que modificou o sexo e o tornou parte politica da sociedade, como o silencio é uma arma politica que começa a delimitar o que pode ser dito até que nada seja dito e assim, nada exista. Como também demonstra a impossibilidade de domar totalmente o sexo pelo discurso ou proibição. "O discurso veicula e produz poder; reforça-o mas também o mina, expõe, debilita e permite barrá-lo. Da mesma forma, o silêncio e o segredo dão guarida ao poder, fixam suas interdições; mas, também, afrouxam seus laços e dão margem a tolerâncias mais ou menos obscuras."

    1 curtida

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