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    O Direito À Preguiça -

    Paul Lafargue

    Edipro
    2016
    91 páginas
    3h 2m
    ISBN-13: 9788572839723
    Português Brasileiro
    3.9
    99 avaliações
    Leram139Lendo9Querem183Relendo0Abandonos3Resenhas16
    Favoritos4Desejados183Avaliaram99

    Esta obra é um manifesto de celebração ao ócio. Publicado em 1855, O direito à preguiça – esse texto irreverente e polêmico – enaltece as virtudes do pecado capital e denuncia a degradação física e intelectual causada pelo trabalho. A miséria crescente do proletariado pós-Revolução Industrial deu combustível às críticas de Lafargue. Segundo o autor, princípios teológicos e positivistas foram apropriados pelo capital emergente para convencer as massas sobre a justiça de se trabalhar mais e melhor sem a contrapartida de um salário maior. Mas até mesmo o Deus cristão foi descansar eternamente no sétimo dia, alerta “O Direito À Preguiça”. Esta obra é um retrato pitoresco de um momento delicado do capitalismo: a emergência das teorias críticas ao sistema diante de sua aparente incapacidade de responder aos novos problemas sociais que surgiam no alvorecer do século XX.

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    Rafael Novato picture
    Rafael Novato06/10/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Trabalhar menos para que todos possamos trabalhar.

    Um livro do qual fiz inúmeras anotações, um pensamento necessário para se debater nos dias de hoje, tantas décadas, mais de um século depois de sua concepção. Qual o sentido e motivo do trabalho? É para que todos possamos não somente fornecer bens e consumo, mas ter uma sensação de utilidade? Quem vai consumir esses bens e serviços? Trabalhamos para comer? Vestir? Acessar algo e a partir disso nos tornarmos "cidadãos"? Ou trabalhamos para o bem estar comum? O médico para remediar os enfermos? O padeiro para matar a fome? O agricultor para alimentar a si, os seus e seus semelhantes? O engenheiro para que tenhamos onde morar? Ou tudo está perdido em uma máquina engenhosa e imensa de produção de capital e mercadoria tão somente para acumular tudo? E se trabalhássemos menos horas por dia e todos tivessem empregos? Trabalhar menos para que todos possam trabalhar, para que todos possamos comer, vestir, morar, beber, amar, beijar, fazer fruir a vida, ao invés de trabalhar para enriquecer a poucos e a maioria viva na miséria. A vida não está na labuta, está no lazer, trabalhamos para isso, sonhamos com os feriados e finais de semana, trabalhamos para isso, para ter dinheiro para comer e para esses dias, então por que negar isso? A ideia de preguiça foi inventada e transformada em pecado para que nossos corpos fossem arrebentados ao limite com a nossa própria autorização via culpa caso paremos. O mundo sempre organizado para ser essa máquina de moer carne, mas não deveria, que aquele primeiro de Maio não seja esquecido. Esse livro traz inúmeros pensamentos, recomendo.

    8 curtidas

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    Paul Lafargue profile picture

    Paul Lafargue

    Paul Lafargue (Santiago de Cuba, 15 de janeiro de 1842 — Draveil, 26 de novembro de 1911) foi um revolucionário jornalista socialista franco-cubano, escritor e ativista político. Lafargue foi genro de Karl Marx, casando-se com sua segunda filha Laura. Seu mais conhecido trabalho foi O Direito à Preguiça, publicado no jornal socialista L'Égalité. Nascido em Cuba numa família franco-caribenha, Lafargue passou a maior parte de sua vida na França, e um período na Inglaterra e Espanha. Aos 69 anos de idade ele e Laura morreram juntos em um pacto de suicídio. Antes de morrer, Lafargue deixou uma carta, explicando o suicídio:[1] “ Estando são de corpo e espírito, deixo a vida antes que a velhice imperdoável me arrebate, um após outro, os prazeres e as alegrias da existência e que me despoje também das forças físicas e intelectuais; antes que paralise a minha energia, que quebre a minha vontade e que me converta numa carga para mim e para os demais. Há anos que prometi a mim mesmo não ultrapassar os setenta; por isso, escolho este momento para me despedir da vida, preparando para a execução da minha decisão uma injeção hipodérmica com ácido cianídrico. Morro com a alegria suprema de ter a certeza que, num futuro próximo, triunfará a causa pela qual lutei, durante 45 anos. Viva o comunismo! Viva o socialismo internacional!.! ” Ele também escreveu O Capital - Extratos, para facilitar o acesso popular à obra O Capital de Karl Marx. Esses extratos também teriam sido elogiados pelo sogro. Muitos outros tentaram resumir O Capital (especialmente o Livro 1) mas Marx comentava que ou ficavam acadêmicos demais com a desvantagem de manter difícil a compreensão pela classe trabalhadora ou eram de uma linguagem acessível para a classe trabalhadora porém ainda mais pobres e mal-interpretadas.

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    1 Seguidor

    Paul Lafargue