Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores6
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    La Vie tranquille (Folio) -

    Marguerite Duras

    Gallimard
    1982
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-10: 207037341X
    3.5
    2 avaliações
    Leram3Lendo0Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados3Avaliaram2

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior19/10/2024Resenhou um livro
    0

    As ondas

    Escolhi ler “A vida tranquila”, de Marguerite Duras, por ser um livro curto, pois eu estava cheio de trabalho a ser feito (correção de redações, preenchimento de diários de classe, montagem de cronogramas e folhas de ponto e por aí vai); por ser uma autora de quem gosto, mas não necessariamente pela qual sou apaixonado; e pelo título, que me pareceu algo relacionado a Sêneca, esse sim um de meus autores/filósofos favoritos. No entanto, “A vida tranquila” acabou por se revelar o contrário do que eu havia imaginado: uma leitura densa, intrincada, cheia de labirintos e meandros, em que personagens acabam se misturando uns aos outros em meio a digressões e reminiscências e epifanias dignas de Clarice Lispector e Virginia Woolf. Resumindo (mas qualquer informação além disso pode ser considerada um spoiler, pois a autora constrói a narrativa aos poucos, por meio de flashbacks e digressões, fazendo com que cada ação de um personagem desencadeie outras ações de praticamente todos os outros personagens): em uma fazenda afastada, mora uma família aparentemente unida, composta pela narradora e seus irmãos, seus país, sua cunhada e um agregado, em torno de qual gravitam os raros personagens secundários, interagindo em uma teia complexa de sentimentos ocultos e emoções encobertas, que vão desde a apatia e a indiferença até a loucura, o incesto e o assassinato. Lembrando diversas obras, até mesmo algumas que seriam lançadas anos (décadas) após (mas não posso citá-las, pois com quase certeza você já deve ter lido alguma delas), “A vida tranquila” é para ser lido aos poucos, com enorme paciência, indo e voltando as páginas, imaginando cada cena e cada fala de seus personagens. Então, talvez a pergunta seja justamente essa: é para você esse tipo de leitura? Um adendo: observei que a etiqueta de preço do livro se encontrava ainda colada na contracapa e vi que o livro custou 10 reais quando o comprei em 2012 (pois é... todo esse tempo esperando para ser lido). Qual não foi minha surpresa ao pesquisar seu preço atual em um site de sebos: de 90 a 150 reais. Fiquei imaginando por que alguns livros têm seus preços aumentados estratosfericamente com o decorrer de anos, enquanto outros simplesmente valem uma fração do que valeriam à época em que foram lançados... Raridade? Especulação? Fama do autor? Importância literária? Sabe Deus...

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

    86 Livros
    157 Seguidores

    Marguerite Duras