La Forma Dell'acqua -

    Andrea Camilleri

    Sellerio di Giorgianni
    1994
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-10: 8838910170

    Il primo omicidio letterario in terra di mafia della seconda repubblica - un omicidio eccellente seguito da un altro, secondo il decorso cui hanno abituato le cronache della criminalità organizzata - ha la forma dell'acqua ("Che fai?" gli domandai. E lui, a sua volta, mi fece una domanda. "Qual è la forma dell'acqua?". "Ma l'acqua non ha forma!" dissi ridendo: "Piglia la forma che le viene data"). Prende la forma del recipiente che lo contiene. E la morte dell'ingegnere Luparello si spande tra gli alambicchi ritorti e i vasi inopinatamente comunicanti del comitato affaristico politico-mafioso che domina la cittadina di Vigàta, anche dopo il crollo apparente del vecchio ceto dirigente. Questa è la sua forma. Ma la sua sostanza (il colpevole, il movente, le circostanze dell'assassinio) è più antica, più resistente, forse di maggior pessimismo: più appassionante per un perfetto racconto poliziesco. L'autore del quale, Andrea Camilleri, è uno scrittore e uno sceneggiatore che pratica il giallo e l'intreccio con una facilità e una felicità d'inventiva, un'ironia e un'intelligenza di scrittura che - oltre il divertimento severo del genere giallo - appartengono all'arte del raccontare. Cioè all'ingegno paradossale di far vedere all'occhio del lettore ciò che si racconta, e di contemporaneamente stringere con la sua mente la rete delle sottili intese.

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    Fernanda Palhari13/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Primeiro de uma série de sucesso

    Em La forma dell'acqua Camilleri transporta o leitor para a vida do comissário Montalbano, protagonista desse e dos outros títulos da série, e para uma investigação policial em específico, em torno da qual se desenrolam os acontecimentos do livro. E é ao tecer cada fio dessa narrativa que se tece outra, a do pano de fundo da vida cotidiana na cidade de Vigata - que, apesar de fictícia, carrega em si muito bem as amarguras do mundo real e atual: trapaças políticas, exploração dos vulneráveis, máfia, preconceito e ainda mais. Não dizendo que não exista felicidade, mas ela aparece de vez em quando, só para fazer uma visita. Mais para o fim do livro há algumas passagens específicas (não citarei pra evitar spoilers) nas quais Montalbano segue uma linha de raciocínio angustiada, constatando mais uma vez como não consegue ficar livre de sua terra. É claro que o livro é um recorte, e fictício, mas muito do que está ali poderia muito bem ser lido em notícias de jornal de qualquer lugar, inclusive nossas. Entretanto, apesar do que possa parecer, a leitura não é pesada. Bem ao contrário: se sentamos com ela, viramos uma página após a outra querendo saber onde tudo vai dar e se nossas hipóteses estão certas. Camilleri escreve com clareza e ironia, e sua língua própria, uma mistura principalmente de italiano e siciliano, nos contagia e nos convida a continuar acompanhando as aventuras (e desventuras) desse tal Montalbano que, tal qual os protagonistas que há tempos nos deixam curiosos e conquistam nossa atenção, não se conforma com as situações como lhe são apresentadas e tenta ao máximo fornecer um pouco de justiça àqueles a quem a sociedade relega as suas margens.

    1 curtida

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