As Intermitências da Morte -

    José Saramago

    Caminho
    2008
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9799722117387
    Português

    «No dia seguinte ninguém morreu». Assim começa este novo romance de José Saramago. Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

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    Ricardo Silvestre24/11/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Mudou de direção e nunca mais voltou!

    “Realmente, não há nada no mundo mais nu que um esqueleto.” Este foi o quarto livro de José Saramago que li e foi também o que menos gostei. E não creio que tenha iniciado a leitura com as expectativas demasiado altas, como podia pensar que tivesse acontecido. De todo. Não gostei do caminho que a história levou, nem tão pouco da divisão em duas partes que bem podiam ser duas histórias sem qualquer relação entre elas. Para além de que a trama, por vezes, parece entrar em loop. Nessas alturas, as repetições sucedem-se e a leitura torna-se aborrecida (muitas foram as vezes que após as primeiras 10 páginas de leitura, já tinha o João Pestana a querer fechar-me os olhos). Gostei das questões sociais e políticas que o autor aborda na primeira parte do livro e nessa altura encontrei o tipo de escrita de José Saramago que tão bem o caracteriza e que muito me agrada. A partir do momento que a personagem morte (com “m” minúsculo, como a própria prefere ser referida) entra em jogo, todas as questões sociais e políticas anteriormente abordadas são esquecidas e a trama segue um outro rumo que não me arrebatou.

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