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    O Banquete -

    Platão

    Editora 34
    2016
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788573266474
    Português Brasileiro
    4.1
    5190 avaliações
    Leram9766Lendo798Querem5971Relendo33Abandonos236Resenhas472
    Favoritos27Desejados5971Avaliaram5190

    O banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.) e, junto com o Fedro, trata da natureza multifacetada do Amor. Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta trágico Agatão, em comemoração à vitória que obtivera num festival dramático, o Banquete põe em cena Sócrates, o médico Erixímaco, o comediógrafo Aristófanes e outros convivas enfrentando-se na seguinte competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura contraditória de Eros, o deus que é capaz de domar a todos, mortais e imortais. A tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, foi originalmente sua tese de doutoramento, defendida em 1961 - a primeira na área de Língua e Literatura Grega no país. Agora em edição revista e bilíngue, este volume coloca novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.

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    Resenhas (472)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva06/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Banquete é um desses livros que marcam. Já li três vezes e bem poderia ler uma quarta. Talvez o mais famoso dos diálogos de Platão, o tema desse livro é o amor. Durante um banquete (ou simpósio), os participantes são convidados a participar de um concurso: venceria aquele que fizesse o mais belo discurso sobre o amor. Três dos discursos se destacam. No primeiro deles é feita uma distinção entre dois tipos de amor, um mais elevado e sublime e outro o mais grosseiro e vulgar. O curioso é esse amor grosseiro seria o que para a maioria das pessoas hoje representaria a essência do amor romântico, ou seja, o amor entre um homem e uma mulher. E o amor sublime, portanto, seria o amor entre os iguais, mais especificamente o amor entre homens. O mais interessante desse discurso, para mim, é mostrar o quanto o conceito do amor, longe de ser algo instintivo ou mesmo natural, foi e vem sendo construído pelo homem. O discurso que vence, é claro, é o de Sócrates. Para ele, o Amor é filho do Recurso e da Pobreza, e por isso a sua característica maior é justamente a eterna ambigüidade entre o ter e a falta, e é por isso que quando amamos nos sentimos ao mesmo tempo tão ricos e tão miseráveis. Mas o discurso que eu mais gosto, e que me fez ler o livro de novo e de novo, é na verdade um mito sobre a origem do homem. No princípio, a raça humana não era como nós: eram seres poderosíssimos, com duas cabeças, quatro braços e quatro pernas. E por serem tão poderosos, os homens ousaram demais e quiseram invadir o próprio Olimpo. Diante de tamanha audácia, a punição de Zeus foi exemplar: tomando o machado de Hefestos, partiu cada homem, mulher ou andrógino em dois. Desde então, o ser humano passou a ser incompleto. E o amor nada mais é que a busca sem fim pela metade perdida... (2002)

    174 curtidas

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