O romance, pequeno, com apenas sete capítulos, é uma ficção científica ambientada num futuro muito distante. Molly é uma mulher do nosso tempo, que ficou cinco mil anos congelada. Ela não tem noção de que ficou congelada por tanto tempo. Quando Molly acorda numa espécie de tanque com uma substância roxa esquisita, cheia de homens parrudos e mulheres altas a sua volta, ela pira e quase coloca a estação abaixo: grita, xinga, morde, ameça, bate.... Para um povo que estava acostumado com autocontrole, Molly é mesmo uma explosão. E, por ser gordinha e baixinha — para o padrão deles — ela chama a atenção por onde passa. Sua presença começa a afetar a todos na nave, fazendo com que redescubram as emoções da natureza humana, enterradas há milênios. Amirov não consegue entender o porquê de não conseguir manter as mãos longe de Molly, ou da raiva que sente sempre que outro macho chega perto dela. Tadinho, não sabe o que é paixão, nem ciúme!
A trama é bem maluquinha, mas não deixa de ser legal. Ainda têm um pouco de ação no final, com uma raça alienígena querendo matar Molly, e o motivo para isso é até uma reviravolta. O romance não foi tão explorado, mas ele estava lá. Foi uma boa distração, bem rápida, ótima pra descansar a mente entre uma leitura grande e outra. Gostei!
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