A edição explorou mitos indígenas em 3 HQs curtas, ilustradas por R, Matias e E. C. Nickel em 1980. São interessantes e gosto do tema, mas o fato de terem poucas páginas não trouxe muita curtição na leitura. Ah, não! No melhor da história elas acabam... Foi só por isso as três estrelas na avaliação, pois fica um gostinho de quero mais e não porque são ruins. Registro também que essa série abordava diferentes temas sugeridos por leitores.
"Jornada de um guerreiro" mostra o velho Turuna, da nação Kroá, revoltado contra a passividade de seu povo diante de um cenário de seca impiedosa. Ele anuncia seu desagrado a Tupã e conclama os guerreiros para procurarem outros campos. O apelo é rejeitado covardemente e parte então sozinho nessa jornada. É a melhor da edição
"Um índio virá de uma estrela" pega carona na música de Zé Ramalho e, de forma surreal, mostra o livramento inusitado de uma aldeia no caminho dos homens que se acham dono da terra. De disco voador, sumano...
"O massacre" é uma HQ de vingança do guerreiro Ariman contra a chacina de seu povo, onde também foi vitimado. Já dá para sacar que explora "a volta" do guerreiro e evoca uma mensagem de conscientização e respeito ecológico.
Não é tão legal, mas também não é tão ruim, nem pouco interessante, nem muito interessante... KKKK! Nem tem muita ou pouca graça.