Comprei esse livro em meados de 2017, por indicação de uma amiga. Achei o título interessante, afinal, quem nunca sonhou em viver um romance francês com um garoto/garota bonito(a)?
A França, o país do amor. Senti que esse livro iria ser totalmente interessante, que eu sentiria na pele como é estar apaixonado, mas assim que comecei... demorei 3 meses para terminar de ler.
Eu sou apaixonado por livros que não estereotipam mulheres. Ninguém aguenta mais aquele mesmo "mimimi", onde a mulher é sempre dependente de um homem bonito, onde a mulher é sempre a reclamona, chorona, que odeia tudo e todos e que só vai mudar quando um homem aparece na vida dela. Alô? Quando os papéis irão ser invertidos?
Anna é, sem dúvidas, chata do início ao fim. Ela reclama de tudo, ela não aceita nada e parece uma criança mimada o tempo todo. Mulher, você está indo estudar na fucking França, como você pode estar RECLAMANDO?
"Ah, vou deixar meus amigos para trás".
Suas amizades vão acabar por conta da distância? Tem prazo de validade? Você vai deixar de viver uma chance única na sua vida porque seus amigos vão te abandonar? Que tipo de amigos você tem que não te apoiam nos teus sonhos?
Deixando um pouco a Anna de lado, vamos para o que interessa: o lindo, charmoso e... comprometido Étienne St. Clair.
Uau, um homem francês, com nome francês e qualidades francesas que parece ser um homem dos sonhos, mas que no fundo não é tão bom assim. Poxa, você é comprometido, cara.
"Ah, mas Matthias, você não escolhe por quem se apaixona".
Sim, fato, você não escolhe por quem se apaixona, mas escolhe o que fazer com essa nova informação. Continuar o seu namoro horrível com alguém por medo e sentir atração física e sexual por outra pessoa no meio desse processo é, considero por mim, traição. Se minha/meu namorada(o) namora comigo e sente qualquer tipo de atração por outra pessoa, eu gostaria de ser o primeiro a saber para que assim pudéssemos terminar nossa relação de forma amigável.
Por que eu iria continuar uma relação que só me faz mal? Dependência? Medo? Eu realmente não sei e não namorei o suficiente para entender como essas relações funcionam, mas mesmo assim, que diabos você tem na cabeça, St.Clair?
Desde que li esse livro pela primeira vez, eu não gostei muito. Não me prendeu, eu achei a história errada em alguns aspectos e ter que ouvir tudo o que sai da boca da Anna foi uma tortura. Ninguém aguenta mais mulheres dependentes, já saímos desse mundo, galerinha. Mulheres são tão boas quantos os homens, tão capazes quanto e só precisam delas mesmas.
Eu não recomendo o livro se você não se contenta fácil e sempre encontra lacunas e situações ruins que te façam ficar bravo ou decepcionado com a leitura. Entretanto, eu gostei de ler e conhecer mais sobre a França, principalmente sob a ótica de quem estava lá. Me senti imerso entre as paisagens, entre as escadarias, entre tudo o que forma a França (menos os ratos, acho que o Remi estava de férias quando a autora escreveu essa obra). Enfim, o livro é razoavelmente bom, mas eu não recomendaria para alguém que já lê há certa quantidade de tempo.
Se você está começando, vá fundo conhecer esse romance.
Ah e, para ambos os protagonistas, amadureçam. Terminar é sim a solução caso a pessoa não agregue mais nada na relação de vocês. Reclamar de barriga cheia é sinal de que você vive numa bolha absurda onde tudo deve ser feito à sua maneira, nas suas ordens, quando você quiser. Abram os olhos, poxa.
Por mais livros em que personagens como a Anna não sejam mais tão estereotipadas. Ah e por mais livros em que o amor não seja tão difícil assim, porque o diálogo resolve quase 100% de tudo.