Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores13
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Adrienne Mesurat

    Julien Green

    Novo Século
    2008
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788576791980
    Português Brasileiro
    3.1
    5 avaliações
    Leram8Lendo0Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados5Avaliaram5

    Em meio a lirismo crispado e um desenfreado desnudamento psicológico, Adrienne Mesurat se debate entre a atração e a repulsa ao prazer, o desejo de pureza e a luta pertinaz em busca da verdade.A notoriedade universal de Julien Green advém destas três modalidades de expressão literária: o romance, o teatro e o diário. Poderíamos ainda acrescer o ensaio - lembrando sobretudo o seu famoso Pamphlet contre lês catholiques de France - se esta quarta modalidade não estivesse contida nos sucessivos textos reflexivos dos numerosos volumes de seu Diário. A rigor, para fixar com nitidez o perfil intelectual de Julien Green, cumpre-nos destacar, no conjunto de sua obra, os romances e o diário. Porque neles se concentra verdadeiramente o seu gênio de escritor, quer na limpidez da prosa narrativa, quer na capacidade de adentrar-se no mistério da condição humana. Pierre Gaxotte, que o recebeu na Academia Francesa, acentuou em Julien Green a concordância com François Mauriac, seu antecessor na velha Casa de Richelieu. Ambos ctólicos, ambos romancistas, ambos recolhendo no pecado a inspiração literária. Separava-os, no entanto, a reação diante da vida e do mundo - mais sarcásticas em Mauriac, mais patética em Julien Green. Mas é deste último, no seu discurso de posse na Academia, o reparo de que, sem um pouco de humour, a vida seria intolerável. Creio que foi Alceu Amoroso Lima, ao fim dos anos 30, num artigo sobre Lúcio Cardoso, quem primeiro aludiu, no Brasil, à obra romanesca de Julien Green, acentuando-lhe a significação e a importância. No entanto, a despeito do louvor do grande crítico, essa obra, segundo suponho, só agora, com este romance, encontra, no Brasil, o caminho da língua portuguesa.Traduzida em outras línguas cultas, notadamente a inglesa, a alemã, a italiana, a espanhola, a obra de Green ultrapassa o idioma francês em que foi originariamente criada, para inserir-se no contexto mais amplo do romance universal. É ele, por isso mesmo, um dos mestres da ficção contemporânea.Em que consistiria essa mestria? No poder depenetrar os arcanos da alma humana, por intermédio do vasto elenco de personagens com que nos deu a sua visão do mundo e da vida. Dele se pode dizer que entrou no romance como um mestre, ao publicar Mont-Cinère, em 1926.No ano seguinte vem a lume Adrienne Mesurat, logo laureado pelo prêmio Paul Flat, da Academia Francesa. Mais de cinqüenta anos levou este livro para chegar à língua portuguesa. E certamente para abrir caminho a outros romances de Julien Green, notadamente Moira, que tenho à conta de sua obra-prima, e em cuja entrada colocou ele a reflexão de São Francisco de Sales que poderia servir de epígrafe a todo o seu conjunto romanesco: A pureza só se encontra no Paraíso e no Inferno. Com a obra de Proust, o romance psicológico parecia exaurido. Dir-se-ia ser impossível prosseguir no mesmo caminho, em busca de conhecimento de nossas angústias e dilacerações. Julien Green demonstraria o contrário, mas sob outra luz. Proust viu os nossos conflitos no plano da realidade objetiva, sem levar em conta que opecado, em vez de ser apenas a via da perdição e da renúncia, é também a vereda que conduz ao encontro com Deus. Só esse encontro nos traz o perdão.Julien Green é sobretudo o romancista desse outro lado da vida. Banha-lhe a obra romanesca uma claridade de círios acesos. O homem vive no pecado para se purificar na sua flama.Ao fechar este romance, jamais nos esqueceremos de sua figura central. Os medos e as perplexidades de Adrienne Mesurat se incorporam ao nosso próprio acervo de emoções pessoais. Porque ela vive conosco, trazida pelo poder criador do romancista. E conosco continua; por força da arte com que foi concebida e realizada. Josué Montello.

    Resenhas (1)Ver mais
    Suelli coelho picture
    Suelli coelho29/12/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Perda de tempo

    Nao gostei nao,acho que nao gosto mais de livros que sao do ponto de vista de adolescentes pq tudo é um fim do mundo e aquela frescura toda por uma coisa simples,mas mesmo assim no começo vc sente pena,depois vc fica com raiva de ela reclamar tanto e no final vc até entende pq ela fica louca Ps.resenha horrivel para um livro horrivel

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.1 / 5
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas20%
    Julian Hartridge Green profile picture

    Julian Hartridge Green

    Julien Green (Paris, 6 de setembro de 1900 — Paris, 13 de agosto de 1998), de nome Julian Hartridge Green, escritor norte-americano de expressão francesa, escreveu livros religiosos de orientação católica.

    14 Livros
    2 Seguidores
    Paris, França

    Julian Hartridge Green