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    Primavera con una esquina rota -

    Mario Benedetti

    Editorial Nueva Imagen, S.A.
    1982
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-10: 9684293380
    Espanhol
    4
    21 avaliações
    Leram8Lendo6Querem4Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados4Avaliaram21

    A través del intercambio de voces narrativas que, en la multiplicidad de edades y latitudes, registran la experiencia y los efectos del exilio, Mario Benedetti reordena la conversación entrañable de sus personajes, de sus propias vivencias. Primavera con una esquina rota entrega el testimonio de la renuencia al desgaste, el regreso frente a la certeza de lo inevitable: "Quitar los escombros, dentro de lo posible; porque también habrá escombros que nadie podrá quitar del corazón y de la memoria".

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    Thiago Barbosa picture
    Thiago Barbosa23/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sobre a ditadura uruguaia

    Tive meu primeiro contato com a obra do Mario Benedetti durante uma viagem ao Uruguai. Comprei dois livros dele, La borra del cafe e La tregua. Apaixonei-me verdadeiramente pela escrita do autor. Desde então, sempre que tenho oportunidade, adquiro livros dele. A leitura mais recente que fiz dele foi PRIMAVERA CON UNA ESQUINA ROTA. Talvez seja o livro de Benedetti do qual eu mais gostei. O livro retrata um período importante triste da ditadura uruguaia. Cada capítulo é escrito por um personagem, e o leitor tem a oportunidade de observar o ponto de vista de cada um sobre a situação vivida naquele contexto. Santiago está preso no Uruguai por ter participado da Guerrilha Urbana. Nos capítulos sobre ele, o próprio personagem fala da dor e da angústia de viver preso, isolado e longe dos familiares e amigos, sem contato praticamente algum com eles. A esposa de Santiago, Graciela, e a filha Beatriz, além do pai dele, o Don Rafael, são obrigados a deixar o país, vão para a Argentina tentar uma nova vida. É bastante interessante como Benedetti constrói a história através dos relatos, pensamentos e angústias de cada personagem. Do olhar inocente de Beatriz, passando pela falta de crença de Don Rafael na vida e nas coisas até as mudanças internas e a inquietação de Graciela. A esposa de Santiago não é mais a mesma, tem dúvidas sobre o sentimento que ainda guarda pelo marido. Ela começou a se envolver com Rolando, melhor amigo do seu esposo, que também foi para o exílio com eles. Os dois engataram um relacionamento. Ela confessou tudo ao sogro, que achou por bem não revelar nada nas cartas para Santiago. Era melhor uma conversa olho no olho quando, pois ele não suportaria lá de dentro essa notícia. Passam-se alguns anos e esse romance é guardado em segredo inclusive da menina. Sendo ele próprio também um exilado, Benedetti introduz entre os capítulos a sua própria história, de como foram seus exílios durante o tenebroso período. É como se fosse um parêntese da ficção para se conhecer uma história real, do próprio autor, sobre tudo aquilo. O livro se encerra com Santiago em liberdade e viajando para a Argentina para encontrar os seus, mal sabendo o que lhe espera. Ele vai com o coração cheio de alegria, mas de alguma maneira sabendo que nada será mais como antes. Graciela, Don Rafael e até mesmo Rolando o aguardam no desembarque. Todos sabem que têm um reencontro e ao mesmo tempo um acerto de contas com aquele passado.

    4 curtidas

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    4 / 21
    • 5 estrelas43%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas5%
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    Mario Benedetti

    Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema. Dentre as diversas honrarias que recebeu destacam-se o Prêmio do Ministerio de Instrução Pública (1949) conquistado em função de sua primeira compilação de contos, Esta Mañana; Prêmio Jristo Botev da Bulgaria (1986) pelo conjunto de sua obra; o Prêmio Ibero-americano José Martí (2001); e o Prêmio Internacional Menéndez Pelayo (2005) que é dado em reconhecimento ao esforço de personalidades em âmbito artístico e científico em prol dos idiomas ibéricos.

    56 Livros
    175 Seguidores

    Mario Benedetti