De: uma moral sem moralismo
Apenas no primeiro período já é citado “bem”, “verdadeiro”, “inúteis”. Duas coisas que não existem e uma coisa que existe. Após isso segue algumas marcações: O amor é a forma decisiva da relação com outrem. Ora, essa ligação com o outro é uma relação e não um conceito. …Todavia, não posso compreender o vivido sem destruí-lo, … a moral que “está em toda parte”, quase não existe. Restituir o amor a um contexto, relativiza-lo e destruí-lo. Ora, se é fácil descrever o falso amor em que se ama para se enriquecer é quase impossível descrever o verdadeiro amor. […] Assim, o tempo, esta evidência imediata é imperceptível exceto quando se refere a um pensamento transitivo que acaba por perdê-lo. Mais do que isso, eu conheço o tempo quando não me pergunto o que ele é. Se o livro seguisse a linha desse texto seria um 4,5 estrelas.

