A Prostituta Sagrada (Coleção Amor e Psique) - A face eterna do feminino

    Nancy Qualls-Corbett

    Paulus
    2000
    218 páginas
    7h 16m
    ISBN-13: 9788534902403
    Português Brasileiro

    A antiga ligação entre espiritualidade e paixão perdeu-se nas profundidades do inconsciente, deixando sabor de insatisfação e monotonia nas relações. Falta alguma coisa, mas o quê? Quando a Deusa do Amor era honrada, a prostituta sagrada era virgem no sentido original do termo ("uma-em-si-mesma"), uma pessoa íntegra que servia de mediadora para que o amor da deusa chegasse até a humanidade. Nessa união de opostos - masculino e feminino, espírito e matéria - a dimensão humana era transcendida e entrava em contato com o divino. Naquele tempo a sexualidade e a religião formavam um todo inseparável. Este livro, solidamente fundamentado na psicologia de C. G. Jung, mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos ou não a alma da prostituta sagrada no lugar a que ela tem direito, a fim de nos proporcionar nova compreensão da vida.

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    Ricardo Kelmer18/07/2013Resenhou um livro
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    SEXO NO ALTAR

    SEXO NO ALTAR Ricardo Kelmer - blogdokelmer.com Em muitas culturas antigas a sexualidade convivia muito bem com a religiosidade, sem a ideia do pecado que mais tarde a religião cristã viria trazer, impregnando toda a cultura ocidental. Se hoje, para a maioria de nós, lugar de religião é na igreja e lugar de sexo é na cama, para essas antigas culturas as duas coisas podiam ser vivenciadas harmoniosamente no mesmo contexto pois a percepção da sexualidade era também uma percepção do Mistério e do Sagrado. Nos rituais do hierogamos (o casamento sagrado do feminino com o masculino) que existiram em culturas não-patriarcais da Antiguidade, sacerdotes e sacerdotisas usavam o ato sexual como forma de reverenciar a Deusa do Amor e, assim, atrair sua simpatia e auxílio ao seu povo. Isso pode não fazer sentido para quem reverencia deuses masculinos e dissociados do sexo mas naqueles tempos em que a Deusa do Amor era honrada (em suas diversas formas, como Afrodite, Inana, Ihstar…), os rituais em seu louvor iniciavam a mulher num novo nível de sua vida, preparando-a para as relações amorosas e equilibrando nela o masculino e o feminino, a força e a suavidade, tornando-a una em si mesma (o sentido original do termo “virgem” é justamente este). O mesmo ocorria aos homens que se entregavam aos mistérios sagrados. Hoje já não veneramos a Deusa do Amor como os antigos faziam. Mas amamos. Porém, amaríamos de um modo mais sadio e nossa relação com a própria sexualidade seria melhor se nisso tudo tivéssemos a noção do Sagrado – que infelizmente perdemos nos descaminhos da civilização. elaprostitutasagrada01 Não, não precisamos voltar a cultuar as antigas deusas e reeditar os rituais das prostitutas sagradas, até porque hoje sabemos que as deidades são representações personalizadas de aspectos do nosso próprio psiquismo. Mas podemos vivenciar os Mistérios a partir de nosso crescimento psíquico e servir ao Sagrado através de nossas vidas e nossas relações amorosas. Cada homem e cada mulher pode ser o sacerdote e a sacerdotisa do Amor em sua própria vida. ... MAIS SOBRE LIBERDADE E O FEMININO SELVAGEM http://blogdokelmer.com/2009/06/17/livros-a-prostituta-sagrada

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