Assistir novela virou um ritual na vida dos brasileiros. Acompanhar diariamente se tornou um hábito sagrado, ainda mais, quando se reune a família. Um momento de confraternização, entretenimento e diversão.
Esse momento de "encontro" com a família estava acontecendo gradualmente desde que a novela despontava para o público através da rádionovela. O rádio agora passou a ser disputado pelos casais. Agora, o futebol dividiria seu espaço para mocinhos e mocinhas, vilãs e vilões, astros e estrelas.
Além de ganhar o público, os folhetins reforçaram a paixão nacional que virou rotina no café da manhã e nas bancas de revistas. O caminho que estava aos poucos se lapidando, ganhou cores e trilha sonora. Então, a vida real se misturou com o fictício e a fictício com a vida real.
O elenco de astros e estrelas se tornaram ídolos e em outros momentos repúdio. Personagens marcantes ditaram tendências e abriram discussões que embalaram toda a trama e geraram importantes mudanças em seu desfecho. O público se tornou a cúpula da mesa redonda que, através da produção, definiu o destino da telenovela.
A novela no Brasil virou o principal produto de consumo em massa, de uma grande importância para a cultura e manifestação popular. Elas se tornaram comerciais e lucrativas, uma prestadora de serviço e comunicadora social.
Vivemos em uma época de fake news e redes sociais, aonde pessoas se mantém "acomodados" e depositam confiança em qualquer veículo de comunicação. O consumo da informação e mensagem é instantâneo, e a responsabilidade social é ainda maior.
A televisão, além de tudo que foi dito, é uma educadora. No Brasil aonde a cultura não é valorizada e a educação não é prioridade, se manter verídico a informação é mais do que necessário, é uma obrigação. Mas assim como nas redes sociais, o sensacionalismo e alienação parece um vinho constante no meio social e invisível ao fingimento da conformidade.