COLCHA DE RETALHOS
Apollinaire faz como se tecesse uma colcha de retalhos, selecionando trechos e personagens de mitos e figuras lendárias e dando-lhes novo tempero, transformando em material poético, trazendo-os para seu mundo fictício. Ele interage com passado, presente e futuro, isto é, do passado vem a matéria bruta de seu trabalho, desenvolvida no presente e lido e apreciado no futuro pelo leitor. Assim, os mitos são relidos , redescobertos e transformados e transcriador pelas mãos do poeta. AMORIN, Silvana Vieira da Silva. Guillaume Apollinaire fábula e lírica. São Paulo: UNESP, 2003. pg 50.

