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    Emigrantes Brasileiros no Paraguai - Presença Scalabriana

    não informado

    Solidus
    2007
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Este pequeno ensaio que oferecemos é somente um “fazer memória” elementar fundamentado em leituras, pesquisas e escuta de pessoas, com o objetivo de iniciar um diálogo com toda a comunidade para viver a missão de caminhar com os migrantes. Dentro desse contexto o trabalho aborda cinco pontos: No primeiro ponto faz-se um sucinto resgate histórico da ocupação da região de Foz do Iguaçu, a evolução do município e os desafios e perspectivas atuais. Destaca-se os diversos cenários que marcaram a trajetória de Foz do Iguaçu para uma cidade que nasceu da mobilidade humana. Inúmeros fatores se fizeram presentes no crescimento de Foz do Iguaçu: a tríplice fronteira, a riqueza florestal, as belezas naturais do rio Iguaçu, a construção da hidrelétrica de Itaipu no rio Paraná e o comércio atacadista exportador. Foz passou a ser um lugar de encontro e de escoamento; lugar pelo qual transita mercadoria que procede do oriente, dos países do hemisfério norte e que atende a demanda consumista do povo brasileiro. Uma cidade de desafios, pois a necessidade de atender pessoas tão diversificadas provoca a criatividade organizativa da cidade e a capacidade das instituições (civis e religiosas) de desenvolver valores e ações de inserção cidadã. Diante dessa realidade há o perigo de buscar respostas imediatistas e isoladas sem tentar uma reflexão mais ampla e profunda. O mundo fragmentado de Foz do Iguaçu apela por uma sabedoria que aponte e alimente ideais. Se há uma crise de emprego, habitação, saneamento, violência, há uma crise mais profunda que é a perda do sentido da vida: a pessoa se torna um elemento solto, com laços superficiais e explora todas as oportunidades sem fixar-se em nada. A crise de sentido é a fonte de toda violência e o ambiente propício para a depressão. O segundo ponto analisa a inserção da Igreja no “sertão do oeste paranaense” e, especificamente na cidade de Foz. Leva a entender que o espírito do Concílio Vaticano II e a criação da Diocese fazem acontecer “igreja povo de Deus”. O leigo organiza-se em grupos de reflexão ou em grupos de famílias passando efetivamente a “ser fermento de transformação na sociedade”. O espírito missionário dos sacerdotes e das religiosas identifica para o fenômeno da intensa mobilidade humana: imigrantes estrangeiros, migrantes internos, retornados do Paraguai, emigrantes brasileiros para o exterior, turistas, caminhoneiros e estudantes estrangeiros. Partindo do Banco de Dados do Departamento de Informações Institucionais da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu o terceiro ponto aborda os indicadores sociais da realidade onde a Paróquia Bom Jesus do Migrante está inserida. O quarto ponto apresenta as cinco comunidades que compõem a Paróquia Bom Jesus do Migrante: Nossa Senhora de Fátima, Bom Jesus do Migrante, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santo Antônio e Santa Terezinha. Relata entrevistas com pessoas que participaram da origem e organização das comunidades e apresenta dados de uma pesquisa feita com uma parcela das famílias dessas comunidades. O último ponto levanta indicativos de ação pastoral da Paróquia com o objetivo de projetar caminhos para melhor servir na realidade da mobilidade humana em nível paroquial, diocesano e da região das três fronteiras. Aponta para o desafio de perceber a problemática da mobilidade humana, interpretá-la (diagnosticá-la), estabelecer indicativos de ação e deixa dois questionamentos: · Como a Paróquia Bom Jesus do Migrante poderá vir a ser um “modelo exemplar” de pastoral migratória para as demais paróquias da cidade de Foz? · Como unificar os serviços da pastoral migratória existentes na Diocese para que possam trabalhar em rede?

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