There Is Nothing Wrong with You: Going Beyond Self-Hate

    Cheri Huber

    Keep It Simple Books
    2001
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-13: 9780971030909

    This book reveals the origin of self-hate, how self-hate works, how to identify it, and how to go beyond it. It provides examples of some of the forms self-hate takes, including taking blame but not credit, holding grudges, and trying to be perfect, and explores the many facets of self-hate, including its role in addiction, the battering cycle, and the illusion of control. After addressing these factors, it illustrates how a meditation practice can be developed and practiced in efforts to free oneself from self-hating beliefs.

    Resenhas (1)Ver mais
    Eliceli Bonan picture
    Eliceli Bonan04/08/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Não há nada de fundamentalmente errado com você!

    Lido por indicação de um amigo psicólogo, dentro de um processo terapêutico. A proposta do livro é falar de "self-hate", ou ódio de si, e como esse sentimento está presente em muitas pessoas, nas suas crenças básicas, no que se aprendeu sobre a vida e a forma "certa" de ser. Pontos positivos e ideias que valem a pena conhecer: - Especialmente crianças que passam por abuso e maus-tratos desenvolvem um senso de que algo está muito errado com elas, do contrário, não seriam maltratadas. Se a situação abusiva/de violência persiste, tanto mais a crença de "ser errada" fixa-se na criança. A vida adulta configura-se, então, como um existir em maus-tratos, que vai desde a forma de se relacionar consigo mesmo, sendo abusivo e maltratando-se, bem como na construção de relações com pessoas que repetirão os padrões de abuso e violência. - "Se tivesse alguém em sua vida que te trata da forma como você se trata, você teria se livrado dessa pessoa há muito tempo". - "Quando você vai finalmente arriscar e descobrir quem você é sem os maus-tratos e violência?" - Vencer essas dinâmicas é possível. E o livro tem a intenção de ajudar com isso. O princípio fundamental é começar a oferecer aceitação e compaixão a si mesmo, deixando de acreditar nas crenças já enraizadas, e respondendo a elas com novas informações. - "Se o que estão lhe dizendo não é dito com compaixão, então não há nada ali que valha a pena ser ouvido. Tudo que você precisa saber (e ouvir) virá até você com compaixão". - "Você não pode ser não-violento se ainda há partes em você que estão sendo violentas com voce mesmo. Não é possível realmente oferecer ao outro, se há qualquer parte de você para a qual não consegue estender compaixão. Seu amor será sempre condicional enquanto você excluir partes de você disso (enquanto não amar sendo inteiro, estando inteiro)." - Uma parte bem marcante, ainda, foi sobre a dificuldade que adultos têm em crescer. Pessoas de 50, 60, 80 anos estão ainda esperando que seus pais (outro adulto) venha e cuide delas, ofereça o cuidado que precisam. E isso nunca vai acontecer. Porque se pai e mãe pudessem ter oferecido o amor e cuidado que essa pessoa deseja receber, da forma que deseja receber, já teriam feito. Se, sendo adultos, não podemos oferecer a nós mesmos amor e cuidado, como esperar que outro adulto venha e faça isso? Provavelmente, este outro adulto estará ocupado em conseguir o mesmo para si. Então, é preciso crescer, e ser o próprio adulto que irá cuidar e amar - a nós mesmos. - O livro lembra muito "The Inner Voice of Love", de Henri Nouwen. Escrito em forma de diário, trata dos mesmos temas, de uma forma que achei mais profunda e mais pessoal. E é um dos livros preferidos de toda minha vida! O que não gostei tanto: - O livro é escrito a partir de uma filosofia zen budista, e tem vários pontos e conceitos com os quais discordo. Por exemplo, a visão extremamente positiva do ser humano, um tanto utópica até ao defender que não somos passíveis de erro, e que a resposta à crença "há algo de errado comigo" deveria ser "não existe erro, eu não posso errar". A ideia é até mesmo contraditória. Ora a autora afirma que adultos erram com crianças, são abusivos, e por isso elas crescem com dores e traumas (adulto = outro), ora afirma que o leitor não pode errar (leitor = eu). Ou seja, o outro erra comigo, mas eu não erro nunca. Não creio que essa seja a melhor forma de elaborar a crença básica de ódio de si. Somos todos humanos, e ser humano significa vulnerabilidade, humanidade, por vezes imperfeição. Não quer dizer que "há algo de fundamentalmente errado comigo, por isso eu deveria sofrer, ser punido, ter uma vida miserável". De modo algum. Mas quer dizer sim que posso errar, posso repetir e causar as mesmas dores que me foram afligidas. É preciso humildade para reconhecer isso e aceitar as partes de nós que são de escuridão. É preciso diminuir o tamanho desse ser humano, e olhar para Aquele que é maior do que todos nós. Só por Sua imensa graça - divina - é que seremos transformados pela renovação das nossas crenças. De forma geral, a leitura vale a pena se for feita com lente e motivação certas. Recomendo muito para quem está num processo de resignificar o auto-abandono.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%