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    O Homem de Duas Cidades - O Homem de Duas Cidades

    Felipe Cherubin, Kenneth Stokes

    Amazon
    2016
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-10: B01M6606VW
    Português Brasileiro
    4
    6 avaliações
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    Favoritos1Desejados32Avaliaram6

    Qual é a melhor forma para conhecer profundamente outra pessoa? Poderá a inquietude alheia tocar-nos de tal maneira e nos fazer rodopiar até jamais voltarmos ao mundo como o conhecíamos até então? Como podemos mensurar se os devaneios registrados em um manuscrito reverberarão como liberação ou veneno para a nossa alma? Moradora de uma rica e pacata vila insossa e sem nenhum sabor, Isabella refugia-se da monotonia em sua mente inquieta e periclitante. Para não morrer de vida, a protagonista desta história anseia por algum evento trágico, capaz de varrer a cidade e transformar seu mundo. Para a sua surpresa, tal acontecimento encontra-se inscrito em uma folha de papel que o acaso traz até suas mãos. Trata-se de um escrito portando alta intensidade, capaz de conduzir a nossa protagonista até as bordas do abismo. O autor do escrito é Seth, seu vizinho solitário e misterioso. Sempre em constantes idas e vindas, ele deixa apenas os seus registros como rastro para Isabella seguir. Tratam-se de escritos atravessados por doses de extrema lucidez e a consequente loucura; esperança e desespero, fé e descrença, solidão e euforia: a explosão de sensações que apenas uma alma nobre pode experimentar, através de sua coragem ao tatear a própria existência. Esta história nos revela o confronto denso entre duas almas. Buscando por Seth, Isabella vai ao encontro de si mesma. O Homem de Duas Cidades constitui-se como um livro contundente. Dotada de reflexões enriquecedoras direcionadas ao âmago da vida e questionamentos que transportam o leitor até as bordas do pensamento, esta obra revela o início promissor de Felipe Cherubin como escritor. Através deste romance, o autor explora a força e a fragilidade da condição humana, proporcionando uma leitura tocante e que, irremediavelmente, leva ao repensar-se.

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    Fernando Mello picture
    Fernando Mello03/09/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma leitura Filosófica que toca a alma do leitor

    “O homem de duas cidades” é uma obra que concorreu ao prêmio Kindle de 2016, sendo um dos dez finalistas, tornando-se sucesso absoluto na plataforma. Neste livro o leitor se deparará com uma leitura incomum e peculiar, em vários aspectos ela envolve o emocional dos personagens e questões do psicológico. É um mix de filosofia e bagunça interna humana que te faz parar para refletir sobre as mensagens que vão surgindo durante a leitura. Em seu tema central contém a depressão, e pelo o que captei do personagem Seth, distúrbio de personalidade. Objetivamente, é uma história que possui um forte teor do autoconhecimento e do ponto de vista do mundo ao redor dos personagens que é o nosso mundo. Felipe Cherubin nos entrega uma trama ora psicológica, ora filosófica. Em seu enredo, que varia entre primeira pessoa e terceira, que no caso são as cartas de Seth, é apresentado ao leitor Isabella que parece estar se sentindo sem rumo na vida, trilhando-a como se não fosse chegar a lugar algum; beirando entre a sanidade e a irrealidade criou em sua mente – um mundo onde ela vive em sua cabeça como forma de fugir de sua realidade. E é onde entra em contato com Seth, quem se torna seu interesse amoroso de maneira despretensiosa, ao mesmo tempo em que ele a ajuda a entender a vida através de cartas que ele escreve. Cartas essas que faz com o que leitor conheça melhor o personagem que é tão enigmático ao mesmo passo em que se elas se tornam pontos de reflexões. A história transcorre com Isabela começando a entender sua existência no mundo com a ajuda de Seth e sua paixão aumentar pelo mesmo. Seth é um personagem amável e intrigante, o autor, com sua veia filosófica, criou um personagem incomum na literatura, pois você tem de interpretar tudo o que Seth quer passar através cartas versus o Seth que se mostra ser um homem desiquilibrado emocionalmente. Teve horas em que pensei que as cartas eram feitas como uma maneira dele se autoajudar, como se fosse um monólogo do autoconhecimento, e vendo que Isabella passava por algo semelhante a ele, começou a dá para ela para ver se teria algum efeito positivo nela. Isso ficou nítido para mim no seguinte trecho de uma das cartas: “Sobreviver é, sobretudo, entender a nós e atuar em mútua cooperação.” O leitor sofre o impacto das palavras de Seth, pois é uma espécie de conversa direta com o leitor pela intimidade que o ele adquire com o personagem. É um livro que contém um diálogo direto com quem o ler atingindo a alma do leitor. Vários foram os trechos em que me peguei pensando que tal coisa foi escrita para mim, como se o Seth estivesse falando comigo. A trama vai se desenvolvendo com Isabella percebendo que Seth realmente sofre de algum transtorno mental e é onde ela resolve ajudá-lo uma vez que ele fez o mesmo com ela. É possível afirmar que este livro tem o poder de deixar o leitor em estado de reflexão interna. Até que se chegue ao desfecho da história vários personagens são apresentados de maneira objetiva, não deixando dúvidas sobre suas respectivas importância na trama. Tem uma narrativa equilibrada. A trama é bem desenvolvida. A escrita do Felipe é excelente – até porque é um jornalista. Não usa uma linguagem de difícil compreensão. O que torna “O homem de duas Cidades” uma leitura atrativa é a riqueza do seu teor em dar ênfase em algo está há dentro do ser humano, além de ser uma leitura peculiar combinada com elementos narrativos bem estruturados e nunca rasos. Diferente de alguns livros que são escritos para somente o entretenimento. Este contém algo bem mais além do que somente entreter o leitor com uma ótima história, ele obriga a refletir bastante, pensar e repensar e tirar conclusões. Pelos diálogos, ambientes e maneira como a escrita é levada, tive a impressão de que tudo aquilo pudesse ser algo que o autor já tivesse passado antes, mas acredito que ele não iria se expor assim. O livro é em versão Ebook Kindle e é bem diagramado. É um livro bem redondo não precisando de um segundo volume. Espero que esta obra venha a ter sua versão impressa, pois é um livro ótimo, não me admira ter sido um dos finalistas. Felipe Cherubin é paulista. Jornalista, formado em Direito e Filosofia, cursou filosofia na Harvard Extension School e é colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, Revista Cult e Revista Dicta & Contradicta. Trabalha na É Realizações. Além de “O homem de duas cidades” ele também é autor do livro “O que é a inteligência” Fernando Mello é resenhista do Arca Literária. Autor da obra “Sob o domínio do silêncio”

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