Geografia e Música, seriam campos científicos e/ou artísticos complementares? Poderíamos com pensamento cartesiano e dogmático responder negativamente a esse questionamento, para em seguida indagar sobre o que levaria alguém a considerar tal possibilidade, na certeza de que essa dicotomia dificilmente seria questionada. Neste livro você encontrará reflexões com um caráter lúdico e vívido que arriscam colocar em movimento o exercício da desconstrução de uma ciência geográfica mais afeita às regras e padrões normativos que aprisionam as suas sonoridades. A escolha do título do livro remete à teoria musical, em que diálogos são composições nas quais as vozes ou instrumentos se alternam ou se respondem. Assim, o livro afirma uma ciência geográfica mais criativa e próxima da música, evidenciando-se as potencialidades dessas aproximações.
