" Lá fora era a floresta. Terra. Cheiro de folha. Sol. Um ar assim de que já choveu. O Vítor cheirou o ar: forte, bem forte; e cheirou de novo. Ficou parado. Se espantando de ter esquecido que lá fora era tão bom."
Quantos buracos já cavamos pra nos esconder da vida?
O realismo mágico da Lygia é incrível, a angústia do Vítor também se torna a sua angústia, esse Tatu se torna mais humano que o próprio ser humano.
A crítica social, a exploração da Amazônia só me fez lembrar das últimas atrocidades relatadas ultimamente, mas lembrando que este livro foi escrito em 1980, 42 anos depois nada mudou.
Espero que o Vítor tenha sobrevivido na sua empreitada.
Tantos livros lidos na infância que só iremos entender o contexto quando estivermos adultos! 😢