“Fruto direto e inequívoco de um cérebro e coração ágeis, esse livro é uma lição de auto avaliação de quem sabe que literatura é bílis. E não se trata de literatura confessional ou escrita umbiguista – se você está predisposto a fazer esta consideração, é melhor então parar a leitura agora, fechar esse livro e ir procurar o best-seller açucarado do momento. Se o que te interessa é facilidade, então aqui não é seu lugar, esse não é um livro para você. Ainda aqui? Então aguente: em 11 rounds, além de indignação e fúrias existenciais, é mais que notável uma presença feminina forte por excelência, seja catalisando ou catapultando as ações e motivações dos personagens centrais. Enquanto alguns escritores contam com musas inspiradoras, Maurício Angelo tem sparrings de sexo nada frágil. Não temos aqui A mulher ou UMA mulher, mas sim representações de figuras femininas que simbolizam e metastizam a forma do autor de ver a vida, assim como evidenciam seus pontos de vista acerca da sordidez humana cotidiana.” (Jorge Rocha)
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