Um dos meus filmes preferidos é Um Sonho de Liberdade. Primeira vez que assisti foi por recomendação do site IMDB, que é tipo um Skoob/Goodreads para filmes. Um Sonho de liberdade estava como o mais bem avaliado há mais de dez anos, e continua em primeiro até hoje. Só lá pela quarta ou quinta vez que descobri que o filme fora inspirado em uma obra do Stephen King, que achava que só escrevia suspense/terror.
Ler o livro depois de ter visto tantas vezes o filme foi uma experiência singular: foi o único livro que li com a voz de alguém na cabeça (Morgan Freeman), e, em várias passagens, me vinha à mente a cena exata correspondente do filme.
**Atenção - Spoilers abaixo**
Existem muitas formas de prisão além do encarceramento físico: estar preso emocionalmente a um relacionamento, não poder pedir as contas de um emprego insatisfatório, ter algum vício que parece controlar seu corpo. As mensagens mais fortes do livro/filme para mim, em um nível individual, são:
1) Por mais difíceis que sejam as circunstâncias, é possível manter um grau de liberdade interna e eventualmente escapar de nossas prisões. Para isso, é necessário agir, ter paciência, e contar com uma dose de sorte
2) Mesmo durante o tempo em que permanecemos presos, é sempre possível fazer algo, por menor que seja, para melhorar o ambiente e a vida das pessoas ao nosso redor.
Quando vi o filme pela primeira vez, ainda não conhecia a filosofia do estoicismo, mas já me identificava com os princípios que o personagem Andy Dufresne exibia dentro da prisão. É uma personificação do Amor Fati: "Aceite as coisas às quais o destino o liga e ame as pessoas que o destino lhe traz, mas faça com todo o seu coração"
Se quiser ler esta resenha estendida, com recomendações relacionadas e em um formato melhor, escrevi no meu Notion: https://bit.ly/3ThX816