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    Magda -

    Rafael Campos Rocha

    Quadrinhos na Cia.
    2016
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788535927894
    Português Brasileiro
    3.3
    13 avaliações
    Leram19Lendo0Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados9Avaliaram13

    Um ser ancestral se esconde na Terra, um predador de milhares de anos que pode ter sido responsável por extinções do passado. Agora ele se apossou de Magda, numa relação de simbiose que acaba por criar um dos seres mais poderosos do planeta. E Magda está com fome. A partir dessa premissa, Rafa Campos Rocha criou um álbum de aventura e ficção científica que bebe na obra de clássicos como Moebius, Robert E. Howard e Milton Caniff. A isso, o quadrinista combina sua imaginação fértil e levemente doentia. O resultado é um álbum tão inesperado quanto violento, tão sensível quanto brutal. Numa jornada de autoconhecimento, o monstro encontrará em Magda sua melhor - e mais perigosa - aliada.

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    Carlos Lucio picture
    Carlos Lucio19/12/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    http://gramaturaalta.com.br/2019/12/19/resenha-magda-rafa-campos-rocha/

    Um meteorito caiu na Terra e trouxe duas formas microscópicas de vida que estavam em hibernação: uma delas se multiplicou e se espalhou pela população como um vírus, gerando uma psicose canibal e irracional, obrigando os infectados a atacarem e matarem qualquer um para comerem carne humana; a outra infectou Magda, criando uma relação simbiótica e surgindo como um imenso inseto sempre que precisa se manifestar, para depois voltar à forma humana. Magda chama essa entidade de Máquina. Máquina também tem fome, mas ela só se alimenta das pessoas infectadas ou quando corre algum risco. Magda utiliza a força e a velocidade de máquina para salvar vidas e se proteger. Mas algo começa a ficar diferente com os infectados, parece existir uma força desconhecida que atrai Magda e Máquina para uma armadilha que pode ser fatal para ambas. As duas entidades são na verdade uma espécie de predador e foram responsáveis por eventos de extinção em outros mundos. O mesmo aconteceria na Terra, se a metamorfose de união com Magda não fosse tão completa e satisfatória. Toda a história é bastante interessante, com desenhos em preto e branco, traços redondos e disformes, que não chegam a comprometer o entendimento da ação ou a identificação dos personagens. A violência é visceral, explícita, com membros sendo arrancados, perfuração de crânios, pedaços de corpos sendo ingeridos, explosões, e por aí vai. Magda é uma personagem carismática, que tem uma relação de dominação com a Máquina, mesmo esta última sendo mais forte fisicamente. As conversas que mantém, na mente que compartilham, são cheias de sarcasmo e ironia, o que torna a leitura bem agradável e, por vezes, apesar de todas as mortes, engraçada. Máquina, quando assume o controle, literalmente se despe de Magda: abre o corpo, como se tivesse um ziper, e se desfaz da pele, mostrando sua forma de inseto bem nojenta. Nesses momentos, as lutas ganham o máximo de violência. Quando não é mais necessária, ela volta a vestir a pele de Magda e passa o controle para a mesma. É bizarro, estranho, diferente, e por isso mesmo, excelente. O único senão que me incomodou é o tratamento exageradamente expositivo dado a Magda. A personagem, quando na sua própria pele, é quase sempre desenhada em posições esdrúxulas e sexuais, com suas partes à mostra, mesmo quando não há qualquer necessidade ou sentido para isso. Eu até entenderia que a nudez fosse mostrada quando Magda troca de lugar com Máquina, afinal a pele é arrancada, mas não é assim. Mesmo quando Magda está vestida, o autor dá um jeito de subir o vestido ou a saia da personagem para mostrar sua bunda, sua calcinha ou seus peitos. E muitas das posições colocam em destaque o sexo da personagem. Não sei qual a finalidade, se é para aquele leitor adolescente se marturbar ou se é um feitiche do autor em compensar sua libido. De qualquer forma, é desnecessário e rebaixa a qualidade da obra. No mais, MAGDA é uma HQ nacional criativa, com uma história violenta, uma personagem interessante, inteligente, forte, que certamente agradará ao leitor, desde que ignore os defeitos apontados acima. E acredito que a maioria dos homens fará isso.

    1 curtida

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    3.3 / 13
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    • 4 estrelas38%
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    • 1 estrelas0%
    Rafael Campos Rocha profile picture

    Rafael Campos Rocha

    Nasceu em São Paulo, em 1970. Trabalhou como professor de história da arte, cenógrafo,artista plástico, cartunista e ilustrador e escritor.

    7 Livros
    2 Seguidores

    Rafael Campos Rocha