A premiação deste livro pela União de Escritores do Brasil, em 96, é justíssima.
Considero Insônia o livro mais belo que li em 2008 e fatores para isso não faltam: a começar pelo contexto da obra. Justamente no momento em que vivemos a virtualidade, onde paixões e namoros podem acontecer através de uma simples tela e teclado, o autor, com quase 40 anos, escreve em primeira pessoa a vida de uma menina coberta por incertezas amorosas onde uma delas está na internet. Ainda, se utilizando de uma linguagem adolescente na tentativa de transmitir a realidade da personagem principal e, conseguindo isso com perfeição.
Um livro que tive o prazer de ler, praticamente, sem sequer larga-lo no almoço, chegando a ler até mesmo de pé pelos corredores de um edifício.
O livro está dentro da literatura infanto-juvenil, mas, mesmo assim, capaz de deixar qualquer adulto emocionado. Qualquer adulto como eu.