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    Furiosa -

    Ana Rüsche

    Independente
    2016
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788590563242
    Português Brasileiro
    3.8
    12 avaliações
    Leram22Lendo1Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados3Avaliaram12

    Depois de ver traduzido e publicado no México o primogênito Rasgada (2005), reeditado Sarabanda, Selo Demônio Negro (2007) e Ed. Patuá (2013), e receber o ProAc da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo pelo terceiro, Nós que adoramos um documentário (Ed. Ouriovesaria da Palavra, 2010), a escritora Ana Rüsche soma bons motivos para apresentar Furiosa, uma edição comemorativa. Entre os revisitados, clássicos que marcam a voz da autora como Tempo de Guerra: “Pega meu corpo de boneca inflável/ e me acaricia na nuca,/ que eu não era uma/ Camélia prostrada/ e a Branca de Neve/ que conhecemos era só/ mais um vírus na internet./ Nós éramos a maçã”, que já teve versos pixado nas paredes da USP e pessoas o declamando na Praça Roosevelt. Ou ainda, o curto Eu vou te pegar: “isso é um fato, / o resto é futuro”. Seguido de alguns inéditos, mais recentes, que Ana reuniu na seção Inverno num país tropical, como vê se vem, #SP13j: quando o barulho engrossa / nem me vem com essa / de ficar no canto, tapando os ouvidos / tapar os ouvidos só faz com que / o barulho seja vc sozinho, todo o teu medo / e medo já temos bastante nessa cidade. Engajada nas questões sociais da cidade, de ocupação dos lugares públicos, sempre envolvida com a produção e celebração da literatura, ao feminismo e à voz da mulher nos diversos âmbitos, Ana Rüsche incorpora essa vivência também em seus versos, como em trecho de Visibilidade total: “o que nos vale nessa hora / (em que já não há mais aflição, pois há anestesia) / é esta artilharia de ventos, / esta prece surda à saudade do porvir / é imaginar a saraivada certeira / das palavras impossíveis”. Ou ainda, em coríntios 13, #SP12j: “agora o amor-refém está numa salinha vigiada / por uma câmera e dois contadores, / enquanto o deus-empresário confere / seus lucros, suas pessoas / queria berrar / – pelo impeachment de deus! / mas sem amor / não falo a língua dos homens, nem a dos anjos / soa um som de metal que mais parece umas moedinhas”. O bonito projeto gráfico do livro é assinado por Gabriela Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas, integrantes do Bloco Gráfico. Em um tamanho confortável de manusear e com o miolo todo em duas cores, o livro sugere é desdobrado em quatro pequenos livros que juntos formam o Furiosa. A revisão foi feita pela poeta Lilian Aquino.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Olga C. L. Lima picture
    Olga C. L. Lima08/03/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Poesia do cotidiano, dividido em várias etapas. Leiam literatura nacional e de qualidade como essa!!!!

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 12
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    Ana Rüsche

    Ana Rüsche é escritora e pesquisadora. Finalista do Prêmio Jabuti, estreou com poesia, publicando obras como Rasgada, Nós que adoramos um documentário e Furiosa. Em prosa, lançou as ficções Do amor: o dia em que Rimbaud decidiu vender armas e A telepatia são os outros , entre outras, além dos ensaios reunidos em Ferozes melancolias. Seus títulos já foram traduzidos para diversos países, como China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Itália e México.

    24 Livros
    1 Seguidor

    Ana Rüsche