Rachel é a irmã do protagonista de Paixão Imprevisível e no primeiro livro a autora não aliviou para a mocinha não: dura, inflexível e invejosa. Se a autora tivesse parado por ali, eu ainda estaria me perguntando o que esse ser humano veio fazer no mundo. Aí chegou o segundo livro e tudo fica mais claro. Paro por aqui senão vira o spoiler, mas posso dizer que ela não é bem o que parece.
Um casamento que não deu certo, uma vida que pregou todas as peças possíveis e uma certeza sem tamanho, quando Rachel começa a superar suas dúvidas e problemas a vida resolve que ainda não terminou de brincar de pique com ela.
Os personagens do primeiro livro se repetem aqui na continuação, então se você leu o primeiro já sabe quem é o desajustado Lucas Brandini, um homem acostumado a ter suas vontades, gostos e luxos atendidos a um simples estalar de dedos.
O romance da inflexível Rachel com o irritante Lucas tem tudo para não dar certo, mas por um acaso de Cupido, com uma ajudinha da autora, os dois aparam as arestas e resolvem viver uma paixão que de impossível não tem nada.
Pessoalmente algumas coisas me incomodaram tanto no primeiro quanto no segundo livro. Falas, atitudes e posicionamentos profissionais que não condizem com minha experiência de vida. Contudo a frase começa com um “pessoalmente” e termina com “minha experiência”. O que é normal para uns pode não ser para outros. O que me incomoda não desabona o livro de maneira nenhuma. Até porque, aqui nas minhas resenhas vocês nunca me verão falar NÃO LEIA DE MANEIRA NENHUMA. Vou dar minha opinião pessoal e dizer se gostei. Como é o caso dessa obra, eu gostei e acho que vale a leitura.
Paixão Impossível amarra as pontas que ficaram frouxas – não soltas – no livro anterior. É uma boa leitura para um final de semana, já que o texto é leve e flui com rapidez.