Uma história de coragem, destino e traição publicada em mais de quarenta países. Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e os símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Serão necessários enormes sacrifícios e uma fé inabalável para preservar o segredo do labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos e aos desertos do antigo Egito. Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre dois esqueletos. Dentro da tumba na qual repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malignidade impressionante e percebe que, por mais impossível que pareça, de alguma forma, ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Porém, é tarde demais-Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante sequência de acontecimentos incontroláveis, e agora seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos atrás.
Labirinto (Languedoc #1) - Três segredos. Duas mulheres. Um Graal.
Kate Mosse
Venha se perder também...
Antes de dizer qualquer coisa, vale um aviso inicial: O Labirinto é um livro difícil. Muito. Não é do tipo de leitura de fim de semana, e você deve estar definitivamente mergulhado na história para compreendê-la como um todo e para conseguir vencer o volume de quase seiscentas páginas. E também para sentir os aromas, os nuances e tudo o mais. Kate Mosse começou a escrever esse livro que fala essencialmente da lenda do Graal há muito tempo, e tropeçou no meio do caminho com o lançamento do Código da Vinci, que trata do mesmo assunto. A própria chegou a comentar alguma coisa sobre ambas as histórias, mas a diferença clara entre o estilo holliwodiano de Dan Brown e o rebuscado modo europeu de escrever de Mosse é visível em vários sentidos. O primeiro e mais gritante é a quantidade de detalhes na história. Muitos! Eu juro que se me soltarem no meio da cidadela medieval de Carcassone, eu consigo encontrar o hotel onde a personagem ficou hospedada. A quantidade de pesquisa histórica e atual sobre os lugares narrados é insana. Os outros pontos que o identificam: descrições pustamente elaboradas, capítulos longos e frases no idioma original à lá Tolkien. Tudo perfeito. A história, basicamente, trata do segredo do Graal como disse anteriormente, neste livro dividido em três tomos distintos (O livro das Palavras, dos Números e das Poções). Duas mulheres ligadas por oitocentos anos de história são colocadas frente a frente com a busca do Sacro Segredo, Alice em 2005 e Aläis, na Carcassone medieval. Aliás, este é um dos pontos que me deixaram um tanto quanto furioso com a dona Kate. Quando a história presente parece que vai decolar, chegando ao clímax furioso e ao desfecho, numa seqüencia hipnótica de ação, ela para tudo e volta para uma cena do café da manhã de 800 anos atrás. Essa mistura intencional durante o livro te deixa perdido. Especialmente em relação aos muitos personagens secundários. Outros pontos a serem citados são os nomes compostos ditos à exaustão (Marie Cecile pra cá... François-Baptiste pra lá... faltaram alguns homônimos pra deixar o texto mais flúido) e também a correria no final. Acho que o cansaço com a história acabou afetando a autora que precisou correr pra conseguir terminar tudo no último capítulo. A não tradução de alguns muitos termos, as vezes sentenças completas (que contavam com um glossário no fim para o desespero do leitor) também são um ponto negativo. Mesmo assim é um bom livro. Tentem ler até o fim. Quem sabe encontram o mesmo sentimento de "putz, é uma boa história no fim das contas" como eu mesmo encontrei no final da maratona de páginas. Lido em Agosto de 2008
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