A linguagem cinematográfica -

    Marcel Martin

    Brasiliense
    1990
    303 páginas
    10h 6m
    ISBN-10: 8511220275
    Português Brasileiro

    Tomando como exemplo vários clássicos da cinematografia mundial, Martin analisa elementos na construção da narrativa cinematográfica tendo como fonte a própria entidade Filme, postura que visa afirmar ao cinema características próprias de linguagem (com o reforço da relação com teorias semiológicas modernas), rechaçando (as não raras) equiparações com outros meios e consequentes restrições ao potencial criativo da Sétima Arte.

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    Lucas Franke09/09/2022Resenhou um livro
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    A Linguagem Cinematográfica — Resenha

    “[…] Méliès, enquanto inventor do espetáculo cinematográfico, tem direito ao título de criador da Sétima Arte. […] O caráter quase mágico da imagem cinematográfica aparece então com toda a clareza: a câmera cria algo mais do que uma simples duplicação da realidade. O mesmo se passou nas origens da humanidade: os homens que executaram as gravuras rupestres de Altamira e Lascaux não tinham consciência de fazer arte, seu objetivo era puramente utilitário […] A arte esteve, portanto, inicialmente a serviço da magia e da religião, antes de tornar-se uma atividade específica, criadora de beleza.” Um clássico da teoria cinematográfica. O crítico de cinema Marcel Martin define aspectos aspectos básicos da gramática cinematográfica, como montagem, decupagem, elementos sonoros, etc.O autor confere uma abordagem metódica, separando vários desses elementos em subcategorias que certamente ajudam a expandir o conhecimento do leitor. Para tanto, o autor francês faz um apanhado histórico e teórico muito rico, acompanhado de procedimentos narrativos e expressivos do cinema, e por noções de semiologia que dão um aspecto filosófico à obra. Martin aqui buscar estabelecer as normas e os padrões do cinema, explorando procedimentos técnicos da filmagem e comentando-os a partir de seus variados usos em determinados filmes — por exemplo, a utilização da câmera, do som e seus efeitos em relação ao espaço cênico e à construção da noção de tempo nas narrativas. Particularmente, essa abordagem me ajudara bastante no que tange ao cinema nipônico de Ozu e Mizoguchi. Ótimo estudo, além de excepcionais referências.

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