Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas8
    • Leitores281
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Eumênides - Oresteia III

    Ésquilo

    Iluminuras
    2004
    157 páginas
    5h 14m
    ISBN-13: 9788573212068
    Português Brasileiro
    4.2
    104 avaliações
    Leram194Lendo1Querem86Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos8Desejados86Avaliaram104

    Nessa trilogia de Ésquilo, se entrelaçam quatro pontos de vista e quatro graus de verdade: dos Deuses, dos Daimones, dos Heróis e dos homens-cidadãos da cidade-estado. Na multiplicidade dos pontos de vista, investiga-se o sentido de cada um por meio da dialética trágica, pré-filosófica. O estudo descreve o desenvolvimento da intriga dessas três tragédias como a dialética entre os graus de conhecer, de ser e da verdade.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Lilian Mascarenhas de Carvalho picture
    Lilian Mascarenhas de Carvalho05/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Justiça de Atenas

    Em sua terceira e última peça dessa trilogia, Ésquilo narra como Orestes, perseguido pelas Fúrias, tenta se refugiar e buscar auxílio com o deus Apolo, o responsável por primeiro incitá-lo a vingar seu pai Agamenon matando a própria mãe. Nessa peça temos uma grande manifestação do divino, pois diferentemente das outras duas antecedentes, os deuses se revelam e tomam partido nessa peça. Apolo ajuda Orestes e Atena é convocada a decidi o que será feito em relação à disputa das Fúrias, desejosas de vingar o matricídio. Na peça, Orestes se refugia no templo de Apolo que o ajuda adormecendo as Fúrias, lhe dando um tempo de sossego da perseguição. Apolo então orienta Orestes a se dirigir à cidade de Atenas e chegando lá abraçar a estátua da deusa para invocá-la e solicitar seu auxílio. Orestes então parte em sua missão de encontrar a cidade de Atenas e ali pedir auxílio à deusa enquanto as Fúrias que o perseguem permanecem adormecidas no templo de Apolo, que as seguram ali para dar uma vantagem ao jovem Orestes. O fantasma de Clitemnestra, porém, encontra as Fúrias adormecidas no templo de Apolo e as instiga a continuar sua perseguição, mostra às Fúrias que Orestes havia sumido e elas o perderam de vista, enganadas por Apolo. Apolo conversa com as Fúrias e as expulsa de seu templo, pois ali não é lugar para seres tão vis e desprezíveis. O fantasma de Clitemnestra exige que as Fúrias a vinguem e corram logo a encontrar Orestes para puni-lo pelo matricídio. Chegando à cidade de Atenas, Orestes segue as instruções de Apolo e se agarra à estátua de Atenas na entrada da cidade, pedindo que a deusa interfira em seu favor e o ajude. Ele clama por Atena e aguarda enquanto as Fúrias também chegam, após persegui-lo por todo o trajeto. Ao se revelar, Atenas escuta os lados de ambos os reclamantes, Orestes clama não ter feito nada que merecesse tal punição, pois estava em seu dever de obedecer o deus Apolo, e as Fúrias também clamam ter direito a punir Orestes, pois ele derramou o sangue da própria mãe. Assim, para por fim à disputa, Atenas propõe que se faça um julgamento e escolhe os melhores de sua cidade para julgarem o caso. Apolo participa do julgamento como defensor de Orestes enquanto as Fúrias atuam como acusadoras. Para não haver empates, Atenas irá exercer seu voto, que se unirá para contabilizar o veredito do julgamento. Atenas então pede que as partes exponham suas queixas aos juízes da cidade que ouvem e decidem o veredito anotando o em papeis que serão contabilizados peã deusa. Como previsto, há empate e Atenas decide em favor de Orestes, absolvendo-o da punição das Fúrias, pois ele estava cumprindo ordens de Apolo. Claramente as Fúrias não gostam do resultado e se rebelam exigindo de Atenas seus direitos milenares de punir o matricídio. Elas expõem que tem sido esse o trabalho delas em milênios, e que alguém deve reclamar o sangue derramado de uma mãe pelo filho, não é justo que um filho mate a mãe. Alguém deve vingar a morte de Clitemnestra. Atenas então decide oferecer às Fúrias uma nova função, já que elas desejam cumprir com o dever milenar de punir, Atenas decide oferecer a elas que se tornem divindades protetoras de sua cidade. Ou seja, Atenas propõe que ela deixem de perseguir os assassinos e comecem a proteger a cidade da deusa, elas deixaram de ser seres vingativos para se tornarem divindades protetoras, deixaram de ser Fúrias para serem as Eumênides. Após muita discussão e recusas as Fúrias finalmente aceitam a proposta de Atenas para se tornarem Eumênides da cidade da deusa e deixar em paz Orestes. Podemos refletir que, Atenas, não apenas muda a lei, ela estabelece uma nova forma de justiça, no lugar da lei da vingança e da violência, o julgamento dos homens. A justiça passa a ser exercida pela cidade-estado.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 104
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Αισχύλος Aeschylus  profile picture

    Αισχύλος Aeschylus

    Ésquilo é o verdadeiro criador da tragédia, à qual deu dimensões literárias e sociais. Com excepção de Os Persas, que é a única tragédia grega baseada num tema contemporâneo, todas as obras de Ésquilo tratam temas alusivos aos heróis e aos deuses. Conservam-se sete: a trilogia da Oresteia (Agamémnon, Coéforas, Euménides), Os Persas, As Suplicantes, Os Sete contra Tebas e Prometeu Agrilhoado. Esta última desenrola-se num universo brutal e desgarrado por oposições irreconciliáveis: Prometeu, que rouba o fogo (o conhecimento) aos deuses para o dar à humanidade, é impotente perante o poder tirânico e desmesurado de Zeus, que o condena a um tormento sanguinário e permanente. Esta oposição decide-se noutras duas tragédias perdidas, que formam a trilogia dedicada a Prometeu.

    53 Livros
    92 Seguidores
    Elêusis - 524 a.C., Hélade

    Αισχύλος Aeschylus