The Amazing spider man #122 (Marvel) - The Goblin's Last Stand

    John Romita

    Marvel Group
    1973
    21 páginas
    42m
    ISBN-1: 0

    não informado

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    Felipe13/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A vingança nunca é plena…

    Parte 2/2 da saga Gwen Stacy, a edição #122 trás um lado sério e um ar mais pesado para a história. Seguindo os acontecimentos da edição #121, Gwen Stacy realmente foi de arrasta pra cima, e isso causa uma raiva enorme dentro do nosso herói teioso. Após o combate na ponte, duende verde acaba conseguindo escapar do aranha, deixando nosso amigão ainda mais nervoso e sedento por vingança. Após entregar o corpo de sua amada para as autoridades (e fugir das mesmas, porque aquilo é uma cena de crime), nosso meninão sai à procura incessante do doente verde. Sua primeira parada é na residência dos Osborn, onde acaba encontrando somente seu amigo Harry, em um estado deplorável após seu caso de uso de drogas (LSD) em depressão. Sem encontrar Norman, e depois de tratar seu amigo necessitado como um COCÔ, ele parte em busca de outros locais na qual o duende verde pode estar. Tempo vai, tempo vem, ele acaba encontrando um velho armazém na periferia da cidade onde o doente verde pode estar. E com sucesso, ele encontra o meliante e parte para a porrada, mas dessa vez com raiva. Após dar uma surra federal no bandidão, nosso herói coloca a mão na consciência e percebe que matar seu adversário não é a escolha correta a se fazer, e decide recuar. E é nessa brecha que o duende decide fazer seu contra ataque, acionando seu planador para acertar o aracnídeo pelas costas. Mas o que ele não lembrava é que o miranha possui o sentido aranha (!!!), e ao herói desviar do planador, acaba direcionando o mesmo para seu próprio peito, fazendo com que ele venha a falecer. Not that sad. Após a morte de seu inimigo, nosso herói não se sente como esperava, ele continua triste e vazio. Tudo isso só confirma uma coisa: a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena. Vamos lá, agora falando sério… eu gosto bastante quando os escritores saem das clássicas histórias em quadrinhos onde o herói chega e salva o dia. Edições como essa acabam dando muito mais profundidade e até personalidade ao personagem. A dor da perda de alguém amado é algo terrível, e colocar histórias delicadas como essas em quadrinhos é algo muito incomum (ainda mais pra época) mas que, se bem feita, agrada bastante. Por fim, algo que se percebe nessa HQ é que o personagem faz todas as suas ações movido ao ódio e a vingança, o que o faz tomar ações que não são do padrão do homem-aranha, pois quem teve a perda foi na verdade o Peter, ele quem estava no controle, ele é o personagem principal, e não o Aranha.

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