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    Memórias de Um Sargento de Milícias (Luso-Brasileira) -

    Manuel Antônio de Almeida

    Via Leitura
    2015
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788567097176
    Português Brasileiro
    3.6
    6 avaliações
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    Esta edição traz texto integral, com notas explicativas para os termos não usuais para facilitar a compreensão. Publicado em 1854 como folhetim, este romance da época do Brasil de D. João VI marca a transição do Romantismo para o Realismo. Deixando p ara trás o idealismo romântico, rompe o ciclo de heróis e heroínas, e narra, com certa dose de humor, a vida de malandro e o cotidiano das classes populares no Rio de Janeiro. O anti-herói Leonardo, filho dos portugueses Leonardo Pataca e Maria, acaba sendo criado pelo padrinho após a separação dos pais. Esse típico malandro amoral vive o presente ao sabor da sorte, sem se preocupar com o futuro, e acaba se tornando um sargento de milícias. A descrição de fatos relacionados à cultura e ao comportamento popular, características fundamentais da obra, é marcada por intenções críticas contra a hipocrisia, a venalidade, a injustiça e a corrupção social.

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    Manuel Antônio de Almeida profile picture

    Manuel Antônio de Almeida

    Manuel Antônio de Almeida era filho dos portugueses Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Enquanto fazia Faculdade de Medicina, as dificuldades financeiras o levaram ao jornalismo e às letras. Formou-se em Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão. De junho de 1852 a julho de 1853 publicou, anonimamente, os folhetins que compõem as "Memórias de um Sargento de Milícias", reunidas em livro entre 1854-55, em dois volumes, com o pseudônimo de "Um Brasileiro". Na 3ª edição, em 1863 - já póstuma - apareceu com seu nome verdadeiro. Na mesma época, ele ainda escreveu a peça "Dois Amores" e a compôs versos esparsos. Além do romance, publicou a tese de doutoramento em Medicina e um libreto de ópera. Em 1858 foi nomeado Administrador da Tipografia Nacional, onde conheceu Machado de Assis, que trabalhava como aprendiz de tipógrafo. No ano seguinte, foi nomeado 2º Oficial da Secretaria da Fazenda. Em 1861, quando se preparava para entrar em campanha como candidato à Assembléia Provincial do Rio de Janeiro, faleceu no naufrágio do navio Hermes, próximo a Macaé (RJ). Não estava interessado em sucesso nem na moda literária, por isso escreveu sem compromissos e apresentou, em tom direto, bem humorado e com tendências realistas, a sociedade de então, principalmente a gente simples que povoava o Rio de Janeiro. Seu romance fez sucesso pelo humor imparcial e amoral, o estilo coloquial e, principalmente, por seu grande talento como narrador. Mesmo assim, a crítica só percebeu, muito tempo depois. Recentemente, alguns críticos, como Paulo Rónai, apontam como influência tanto na elaboração como nas características do protagonista, Leonardo, o romance espanhol picaresco e de costumes.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Manuel Antônio de Almeida