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    A Rainha das Trevas (Trilogia As Joias Negras #3) -

    Anne Bishop

    Arqueiro
    2017
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788580416749
    Português Brasileiro
    4.3
    454 avaliações
    Leram653Lendo18Querem3123Relendo3Abandonos11Resenhas30
    Favoritos53Desejados3123Avaliaram454

    Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído. Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer

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    Dhiego Morais picture
    Dhiego Morais04/04/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Rainha das Trevas

    Já fazia um bom tempo desde que eu havia lido o segundo volume da Trilogia das Joias Negras, ainda pela editora Saída de Emergência Brasil. Com a absorção do antigo catálogo pela editora Arqueiro, o lançamento de A Rainha das Trevas aproximou-se ainda mais da realidade. Com uma trama original, Anne Bishop leva os seus leitores a uma conclusão entremeada em suspense e intrigas mortais, onde a brutalidade dança junto à sensualidade. Os fãs de Anne Bishop podem finalmente agradecer. Com o terceiro volume já nas livrarias, a saga ganha uma conclusão satisfatória, de maneira geral. Se em A Herdeira das Sombras o foco é Lucivar Yaslana, agora os ventos sopram para o outro lado e nota-se um maior enfoque no Sádico, Daemon Sadi. A princípio, poderia não ter sido a minha escolha como leitor, mas, com o desenrolar da história, Bishop leva o leitor a compreender o personagem e a estabelecer um vínculo mais próximo durante a sua jornada. Jaenelle Angelline é a feiticeira da profecia e a rainha de Ebon Askavi, tndo o Reino das Sombras sob sua proteção. Uma fonte imensurável de poder reside na figura da jovem de olhos e voz de meia-noite; seu odor psíquico é sentido por muitos. Entretanto, membros corrompidos dos próprios Sangue estão alertas, sussurrando mentiras, invejando, desejando e ansiando se não pelo poder da Feiticeira, então por sua queda. “Às vezes o dever segue por caminhos que não podem ser percorridos pelo coração”. A trama deste volume se passa quase que inteiramente em Kaeleer. Vez ou outra o foco se desloca para Terreille, onde Dorothea e Hekatah conspiram venenosamente. De modo geral, a história demora a engrenar em A Rainha das Trevas, e isso se deve em parte a necessidade de Bishop de ambientar as personagens e ligar todas as suas tramas para o clímax. Quando este ocorre, a roda gira com mais fluidez e a leitura avança sem trancos. Apesar de o livro pedir uma guerra extensa, a ação não ocorre tanto quanto o esperado, porém isso não tira a qualidade da obra de Bishop, que prefere centrar-se em um jogo de suspense e política. Em A Rainha das Trevas é perceptível que Jaenelle já não é mais a mesma pessoa. Agora, ciente de quem realmente é a Feiticeira, precisará sofrer as consequências de suas escolhas. Sacrifícios são imprescindíveis e toda magia tem suas sequelas. Presa em um turbilhão em que o amor se esconde entre os deveres da Rainha, Jaenelle possuí pouco tempo para tentar impedir a destruição de toda a linhagem dos Sangue. Acredito que esse livro retém duas personalidades, que muito se diferem. Enquanto a primeira metade é lenta e toda cinza, a outra é brutal e sensual. Uma mistura que traz consigo uma primeira impressão estranha, porém, capaz de equilibrar completamente a história. No volume final da trilogia das joias negras, Jaenelle, Daemon, Lucivar e Saetan dançam uma última dança com Dorothea, Hekatah, Surreal e todos os parentes. Curiosamente, as personagens coadjuvantes recebem mais atenção do que anteriormente e trazem, a sua própria maneira, a melodia de cada um para escrever a última canção do mundo de sombras de Bishop. “Sabia que, se você cantar a melodia certa, elas lhe dizem os nomes das que já morreram?” Arte por AmberStoneArt Anne Bishop é uma autora de emboscadas, ouso dizer. Quando o leitor tem a certeza de que não é possível mais se surpreender, quando acredita estar em segurança, ela salta das sombras, detrás de uma relva de palavras e ataca a jugular. O que Bishop faz em A Rainha das Trevas é fusão da brutalidade e selvageria; é visceral... é poderoso. Aos poucos as tramas convergem, encaminhando para um final que dá pouco tempo para que os seus leitores respirem. Feiticeiras quebradas, mentes alucinadas, joias estilhaçadas e venenos em abundância. Raças poderosas despertam para desempenhar papéis vitais para a conclusão da trilogia. A representação feminina nessa trilogia é um dos fatores que pode agradar muitos leitores e leitoras. Sensualidade e poder quebram o estereótipo de personagem delicada e tradicional. “A dor veio acompanhada de lágrimas enquanto Jaenelle finalmente desistia das pessoas que uma vez tentara amar”. Com A Rainha das Trevas, Bishop entrega aos leitores um final de trilogia brutal, em que àqueles que lerem se perderão na dúvida de amar ou odiar algumas personagens.

    6 curtidas

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