O Direito da Arte - Diálogos entre o Cinema e a Constituição

    Morton Luiz Faria de Medeiros (Coordenador)

    Sarau das Letras
    2014
    263 páginas
    8h 46m
    ISBN-13: 9788560650811
    Português Brasileiro

    A obra é dividida em capítulos alusivos à Constituição brasileira, cada um dos quais faz abordagem jurídica e filosófica de filmes, com vistas a deles extrair reflexões e análises. É escrita por professores e discentes do Curso de Direito da UFRN.

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    Paulo Silas Taporosky Filho02/03/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma excelente obra que visa analisar o Direito pelos olhos da sétima arte: o cinema. Tratando-se de uma reunião de artigos que trabalham a intersecção do Direito com o cinema, firmando-se numa análise constitucional da temática proposta, o êxito da obra é alcançado com maestria. Os textos acadêmicos que seguem nos diversos capítulos do livro, encontram-se oxigenados pela arte, de modo que diante dos constantes exemplos do cinema que dão amparo para as abordagens dos artigos, a leitura se torna muito mais agradável. Conforme pontua no prefácio o organizador do livro, têm-se "diversas peças de arte, ciência e filosofia ao longo deste livro, para cuja leitura convocam-se os leitores, certamente perplexos de expectativas, pela singularidade da proposta". E, como já mencionado, essa singularidade é certeira, vez que cinema e Direito acarretam em uma união que deu certo. As reflexões acerca dos temas constitucionais são feitas em diversas áreas, cada qual tendo como pano de fundo uma película que corrobora para o estudo proposto. Morton Medeiros, por exemplo, trabalha em cima do filme "O Clube da Luta" a fim de amparar sua análise acerca da resistência popular no Brasil. Já Fábio Wellington Ataíde Alves analisa as bases em que se debruça a criminologia mediante a observação do enredo do filme "Deus da Carnificina". Tomando como ilustração o filme "Doze Homens e uma Sentença", Ana Beatriz Ferreira Rebello Presgrave tece uma robusta crítica contra o modo pelo qual as decisões judiciais pelo STF são procedidas (cada julgador é uma ilha). Enfim, esses e vários outros são capítulos dignos de nota, merecendo uma atenta leitura. O papel do cinema, para muito além do entretenimento, enseja também no exercício do pensar. Dadas as mensagens transmitidas em várias películas, é possível realizar um exercício de reflexão - inclusive abordando o Direito em conjunto. Eis a proposta da obra, a qual cativa e convence o leitor. Vale muito conferir!

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