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    Crueldade (The Cruelty #1) -

    Scott Bergstrom

    Seguinte
    2017
    376 páginas
    12h 32m
    ISBN-13: 9788555340390
    Português Brasileiro
    3.8
    121 avaliações
    Leram158Lendo9Querem228Relendo0Abandonos7Resenhas21
    Favoritos18Desejados228Avaliaram121

    O mundo de Gwendolyn Bloom vira de cabeça para baixo quando seu pai desaparece durante uma viagem de trabalho. Ela logo descobre que ele não é o homem que, por dezessete anos, achou que fosse — e essa é só a primeira de muitas revelações que Gwendolyn terá pela frente. Sem poder contar com a ajuda de mais ninguém para encontrá-lo, a garota parte em uma jornada tão perigosa quanto alucinante, seguindo os rastros do pai pela Europa. Porém, para se infiltrar — e sobreviver — em um novo mundo cheio de maldade e perversão, ela precisará deixar toda a sua vida para trás, assumir uma nova identidade e se tornar alguém tão cruel quanto seus piores inimigos.

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    Queria Estar Lendo14/08/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha: Crueldade

    Crueldade, lançado no Brasil pela Editora Seguinte e recebido em parceria aqui no blog, é o livro de estreia de Scott Bergstrom e foi uma leitura surpreendente sobre perda, coragem e o quanto a maldade no mundo pode nos transformar. A história mostra que podemos esperar muito dos próximos projetos do autor. O livro apresenta Gwendolyn Bloom, uma jovem de dezessete anos que já viveu em inúmeros países e fala várias línguas, residindo atualmente em Nova York por causa do emprego de seu pai, como diplomata. Ela mesma considera sua vida complicada, pois não gosta da cidade, e nem da sua escola, onde sofre bullying por não se encaixar nos estereótipos de uma instituição particular, além de que precisa lidar com a falta de sua mãe, que morreu há dez anos. A partir disso, temos uma ideia de como é o dia a dia de Gwen, o que dá, admito, um ar um tanto desanimador para o início do livro. Até o dia em que seu pai vai à Paris em uma reunião do trabalho e desaparece. Tendo ele como sua única âncora e família, Gwendolyn tenta não morrer de preocupação enquanto espera que a polícia e a CIA façam alguma coisa para achar seu pai. Não obtendo nada significativo com a ajuda das autoridades, ela decide buscar justiça e encontrar seu pai por conta própria. "Sei que vou me arrepender de tê-lo deixado vivo. Yael teria me feito matá-lo, sem dúvida. Ela exigiria que eu queimasse o armazém com ele dentro sem hesitar um só segundo. E eu quis fazer isso. Mais do que quis qualquer outra coisa na vida. Ia de fato fazê-lo. Mas ele estava certo sobre uma coisa: não sou nenhuma assassina. Não porque não possa ou porque a coisa dentro de mim não deixe, mas porque é a única barreira que ainda não atravessei em minha trajetória rumo ao abismo. Vou preservar esse cantinho dos meus dezessete anos, aquela pequena porção de Gwendolyn Bloom, pelo máximo de tempo que puder." Gwendolyn, vou dizer, é o ponto fraco do livro. Ela demonstra um enorme sofrimento no começo do livro, o que é justificado pelo fato de não estar satisfeita com sua vida. Mas ainda assim, o que ela pode mudar, ela não muda, e nem tenta. A personagem é rasa, suas ideias e opiniões mudam muito rápido, sem uma base para isso, o que faz com que muitas situações sejam forçadas. Quando Gwen resolve ir atrás de seu pai, claramente ela vai mudando sua personalidade, se transformando em alguém mais esperta e experiente. Ou essa seria a ideia, pois cada coisa que ela faz não tem o desenvolvimento necessário para que seja uma mudança natural, a narrativa dá a entender que ela precisa convencer a ela mesma e ao leitor de que mudou. Isso me incomodou muito. Em um minuto ela era a menina certinha, e no outro, já estava fazendo ações radicais, dizendo que era parte dela e que era assim agora. A personagem não teve uma boa construção, mas conforme você se acostuma e presta atenção no enredo, é mais fácil parar de se incomodar com isso. Agora, em se tratando do enredo, da ideia da história e do objetivo que Bergstrom tinha ao escrever, foi tudo excelente. O autor tem uma pesquisa muito boa, pois a história se passa em diferentes países e com diferentes idiomas, e retrata as culturas de modo bem feito. A história flui, a narrativa corre bem e tudo se encaixa. O enredo foi muito bem construído, e a ideia foi colocada em prática de maneira quase que impecável (Gwendolyn). Não é uma história parada, sempre em movimento e se dirigindo para qualquer lado que Gwndolyn decidisse seguir até na hora, não foi muito fácil de ficar adivinhando o próximo passo da garota, ou dos outros personagens. Sobre os demais personagens, todos eles são desenvolvidos somente no necessário, não são rasos, mas completos o suficiente para dar conteúdo à história, mesmo que sua aparição seja breve. "Fecho os olhos e sinto minhas pálpebras ficarem quentes, a respiração presa na garganta. Significa tudo para mim que, durante este breve momento, outro ser humano esteja comigo, me ouvindo, mesmo que esteja tão distante quanto a lua. - Só queria ouvir alguém normal, sabe? - Você está bem? – ele pergunta. - Sim – minto." Quando comecei a ler, achei que o título do livro estivesse relacionado aos perigos que Gwen corre ao ir buscar seu pai e às pessoas que estão envolvidas nisso, mas, nossa, quando o verdadeiro significado se revelou, foi surpreendente! A partir dali, comecei a ler a história com mais ânimo, porque, querendo ou não, fui pega de surpresa. Pode ter sido apenas um detalhezinho, mas gostei muito. "- E se alguém começar a investigar mais a fundo? - Nenhum relato é perfeito. – Ela se acomoda na cadeira ao meu lado. – Então você inventa. Improvisa. Meu novo eu fecha os olhos. - Agora, ao trabalho – Yael diz segurando minha mão e a apertando com força. – Comece a dar vida a si mesma, Sofia." Eu adorei a capa, desse tom vermelho meio envelhecido com os detalhes dourados do brasão, deu um ar de suspense ao livro, quase que de seriedade. As páginas são amareladas, a margem permite que você não precise escancarar o livro para ler, o que acho ótimo hahaha. E a fonte é a Times New Roman, uma das melhores para leitura. A edição está muito bonita, me atraiu bastante e uma das coisas mais legais é a do autor, que foi feita personalizada como um passaporte, algo que tem tudo a ver com a história. Comecei o livro sem ter muita ideia de para onde iria com ele e acabou por ser uma excelente história, que mal posso esperar para ler os volumes seguintes.

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 121
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Scott Bergstrom profile picture

    Scott Bergstrom

    Scott Bergstrom é fotógrafo e escritor. Mora no Colorado, Estados Unidos, com a mulher e as filhas. Crueldade é seu primeiro livro de ficção.

    3 Livros
    7 Seguidores

    Scott Bergstrom