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    A Escola e o Conhecimento. Fundamentos Epistemológicos e Políticos

    Mario Sergio Cortella

    Cortez
    2016
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788524924477
    Português Brasileiro
    4.1
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    Inspirado na "Sedução da esperança" da qual Paulo Freire é a gênese, este livro de Mario Sergio Cortella tem como objetivo central analisar a questão do conhecimento no interior da Escola, do ponto de vista de alguns de seus fundamentos epistemológicos e políticos (enquanto produção e apropriação da Cultura), de modo a subsidiar as educadoras e os educadores na reflexão sobre o sentido social concreto do que fazem. A tese fundamental é que o Conhecimento é uma construção cultural (portanto, social e histórica), e a Escola (como veículo que o transporta) tem um comprometimento político de caráter conservador e inovador que se expressa também no modo como esse mesmo conhecimento é compreendido, selecionado, transmitido e recriado.

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    Evellyn Galathynius picture
    Evellyn Galathynius07/12/2020Resenhou um livro
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    Cortella expõe de forma tão clara ( e muito bem embasado) vários assuntos ligados ao conhecimento e seus fundamentos. Um texto profundo e acessível que gera muitas reflexões, e questionamentos. Com certeza um livro que está contribuindo muito em minha formação! *FRASES* "A crise da Educação tem sido inerente à vida nacional porque não atingimos ainda patamares mínimos de uma justiça social compatível com a riqueza produzida pelo país e usufruída por uma minoria." (4%) "A qualidade tem que ser tratada junto com a quantidade; não pode ser revigorado o antigo e discricionário dilema quantidade x qualidade e a democratização do acesso e da permanência deve ser absorvida como um sinal de qualidade social." (6%) "(...) em uma democracia plena, só há qualidade quando todas e todas estão incluídos; do contrário, é privilégio."(6%) "A democratização do saber deve revelar-se, então, como objetivo último da Escola Pública, na educação da classe trabalhadora (agora a frequentando em maior número) com uma sólida base científica, formação crítica de cidadania e solidariedade de classe social." (6%) “Uma nova qualidade social, por sua vez, exige uma reorientação curricular que preveja o levar em conta a realidade do aluno. Levar em conta não significa aceitar essa realidade mas dela partir; partir do universo do aluno para que el consiga compreendê-lo e modificá-lo.” (6%) "Todas e todos que atuam em Educação, porque lidamos com formação e informação, trabalhamos com o conhecimento." (10%) "Somos, antes de mais nada, construtores de sentido, porque, fundamentalmente, somos construtores de nós mesmo, a partir de uma evolução natural." (13%) "Esse meio ambiente humano, por nós produzido e no qual somos produzidos, é a cultura. (17%) "Essa ação transformadora consciente é exclusiva do ser humano e a chamamos de trabalho ou práxis; é consequência de um agir intencional que tem por finalidade a alteração da realidade de modo a moldá-la às nossas carências e inventar o ambiente humano. O trabalho é, assim, o instrumento da intervenção do humano sobre o mundo e de sua apropriação (ação de tornar próprio) por nós. Se o trabalho é o instrumento, qual é o nome do efeito de sua realização? Nós o denominamos cultura conjuntos dos resultados da ação do humano sobre o mundo por intermédio do trabalho. " (18%) "Em suma, o Homem não nasce humano, e sim, torna-se humano na vida social e histórica no interior da Cultura." (18%) "Mas, valores, conhecimentos e preconceitos mudam porque humanos devem mudar; como vida é processo e processo é mudança, ser humano é capaz de ser diferente." (20%) "(...) a produção dos valores e conhecimento, dando-se em sociedade, não é neutra, envolvida que está no âmbito do poder e de quem o possui" (20%) "É fundamental notar que a compreensão mais presente em nosso sistema educacional é aquela que entende conhecimento ou a verdade como descoberta." (27%) “Dessa forma, aprender é recordar, conhecer é descobrir." (40%) "Como dissemos, nenhuma teoria neutra, assim como nenhum método pedagógico, pois tem raízes no momento histórico, político e econômico em meio aos quais é formulada." (41%) "Cabe enfatizar: o conhecimento e, nele, a verdade, estão construções históricas, sociais e culturais." (46%) "Quando um educador ou uma educadora nega (com ou sem intenção) aos alunos a compreensão das condições culturais, históricas e sociais de produção do conhecimento, termina por reforçar a mitificação e a sensação de perplexidade, impotência e incapacidade cognitiva." (51%) "O conhecimento é fruto da convenção, isto é, de acordo circunstâncias que não necessariamente representam a única possibilidade de Interpretação da realidade." (52%) "Não há conhecimento significativo sem pré-ocupação." (57%) "Se o conhecimento não só não é neutro, como também é político, ou seja, produzida a partir de um interesse, ela está certamente presente nesse confronto Homem versus Homem." (62%) "A escola pode, sim, servir para reproduzir as injustiças mas, concomitante, é também capaz de funcionar como instrumento para mudanças; as elites a utilizam para garantir seu poder mas, por não ser asséptica, ela também serve para enfrentá-las." (67%) "No nosso âmbito, a produção do pedagocídio, intencional ou não, manifesta-se no uso não reflexivo e crítico dos livros didáticos, passa por uma seleção de conteúdos excessivamente abstratos e sem, integração, e chega até a uma culpabilização dos alunos pelo próprio fracasso." 70% "É preciso enfatizar: avaliação é diferente de auditoria! A finalidade da avaliação na Escola é identificar problemas e facilidades na relação ensino/aprendizagem de modo a reorientar o processo pedagógico; já a auditoria tem por objetivo localizar desvios para punição dos envolvidos." (71%) "(...) uma Escola ajustada aos interesses e necessidades de todos os que ela tem direito." (75%) "É preciso, em Educação, reinventar, em conjunto, uma ética da rebeldia, uma ética que reafirme nossa possibilidade de dizer não e que valorize a inconformidade docente. (77%) "Ser humano é ser junto." (77%) "Nascemos não prontos e vamos nos fazendo; eu, neste momento, sou o mais novo de mim, minha mais nova edição." (78%) "Só se pode falar em ética quando se fala em humano porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha." (81%) "Ética tem a ver com liberdade, conhecimento tem a ver com liberdade, porque conhecimento tem a ver com ética." (82%) "Ética é a possibilidade de recusar falência da liberdade, a ética é a nossa capacidade de recusar a ideia de que alguns cabem na nossa casa, outros não cabem; alguns comem, outros não come, algum sem graça e outros têm desgraça." (84%) "Porque só é um bom ensinante que for um bom aprendente. Se professores e professoras que somos, não fomos bons aprendentes não conseguiremos ser bons ensinantes." (90%) "Pode parecer anacrônico, mas para ser feliz é preciso procurar a vivência do essencial, sem amarrar-se ao que é somente fundamental" (90%) "Não é preciso parar para pensar; é preciso pensar sempre, enquanto se faz, enquanto se vive, enquanto se pensa" (91%) "Sonhar não é delirar; sonhar é desejar e procurar o que oferece paz ao espírito e honra ao sonhador." (93%)

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    Mario Sergio Cortella

    Mario Sergio Cortella possui graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira (1975), Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989), sob a orientação do Prof. Dr. Moacir Gadotti, e Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Freire. Atualmente é professor-titular do Departamento de Fundamentos da Educação e da Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na qual está desde 1977, tendo nela atuado por 32 anos no Departamento de Teologia e Ciências da Religião; é membro-conselheiro do Conselho Técnico Científico Educação Básica da CAPES/MEC (2008/2010). Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991/1992) e tem experiência na área de Educação, com ênfase em Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação libertadora, ética, multiculturalidade, antropologia filosófica, epistemologia e currículo.

    64 Livros
    1.039 Seguidores
    Paraná, Brasil

    Mario Sergio Cortella