Um pé no precipício
Sobre essa esfera suspensa (Penalux, 2016, 94 p.), do autor Sérgio Aral, é dividido em quatro partes: Os ventos, Agulha vacilante, Rumos colaterais e Possível chegada. Cada epígrafe dessas partes também contém uma poesia (o primeiro é do Eclesiastes; o segundo é de Eucanaã Ferraz; o terceiro de Nicolas Behr; e o quarto de Valerio Oliveira). Sérgio aborda o mistério do viver e a incerteza de tudo. O poeta utiliza de versos curtinhos, com “frases de uma palavra”, como vemos acima, e na foto mais abaixo. Esse tipo de escrita é chamada de “estilo lacônico”, onde o autor consegue dizer o que quer em poucas palavras (ou letras) 🙂 Aral me dá a impressão de que estou prestes a cair de algum precipício (como a própria capa já me leva a crer nisso). Nada é tão firme, nada é tão seguro ou certo. A vida é permeada de sustos, e cada verso é um pedido de experimentação. Não basta apenas imaginarmos; é preciso sentir na pele. A orelha do livro é recheada pelas palavras de Edmar Monteiro Filho, autor do livro Fita Azul.

