Este livro, é um amplo estudo comparativo do pensamento de Leo Strauss e Eric Voegelin, além de exame da influência de ambos sobre o conservadorismo americano contemporâneo. Eric Voegelin e Leo Strauss são dois proeminentes filósofos políticos, onde desde o surgimento, na década de 50, do livro Direito e História de Strauss e Ordem e História de Voegelin, conservadores como Russell Kirk, Irving Kristol e Allan Bloom recorreram cada vez mais a esses pensadores para apoiar seus ataques ao liberalismo e à mentalidade modernista.
O ponto em comum entre ambos é a rebelião contra a “amoralidade” da modernidade - personificada por Maquiavel, Hobbes, Rousseau, Kant, Hegel e Nietzsche - e sua promoção do individualismo e do materialismo sobre a responsabilidade comunitária e espiritual. Para os dois, o distúrbio debilitante da modernidade revelou relações surpreendentes e perturbadoras entre as ideologias liberal, comunista e nazista. Para eles, o vírus insidioso da modernidade, tão aparente nos regimes nazistas e comunistas, está incubando na própria democracia liberal.
Strauss e Voegelin fornecem relatos diferentes, embora complementares sobre a natureza da modernidade e sobre sua crise. Modernidade, em ambos significa o processo pelo qual os projetos humanos se tornavam desconectados de uma ordem normativa. Todos os paradigmas de ordem não humanos tornaram-se suspeitos, elevando assim os humanos ao status de criadores. Consequentemente, a busca tradicional da filosofia - entendida como a busca de verdades universais e atemporais - perdeu a influência em um universo cada vez mais desequilibrado de ordem normativa. Strauss e Voegelin, em seus modos muito diferentes, considerou o despertar da busca filosófica como a melhor esperança para a civilização ocidental.
A busca por padrões transumanos tem o benefício de colocar em dúvida os sonhos de ideólogos que reivindicam o conhecimento apodítico, mesmo quando ele trabalha contra aqueles que enfatizam a liberdade humana de criar qualquer ordem que as pessoas desejem. Para Strauss e Voegelin, a filosofia era central para a ordem social e política de longo prazo.