Um operário de ascendência alemã é encarregado de haver-se com a máquina nova importada da Alemanha que ninguém na fábrica faz funcionar a contento. Ele decifra como pode os manuais alemães, mexe na máquina e não obtém dela o desempenho possível. Desânimo geral. O velho trabalhador pede segunda chance, afasta os manuais, tateia por ensaio e erro. Resolve o problema, a máquina funciona. Perguntando-lhe o que fez, ele responde: "eu li a máquina".
Essa história, recontada por Jarbas Novelino Barato, ilustra sua tese instigante muito bem defendida, segundo a qual o conhecimento técnico é uma dimensão do saber e o saber é inerente ao fazer, não uma decorrência de conhecimento estruturado por proposições logicamente concatenadas.
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