Anko

    Mussatto Marcio

    Maneco
    2017
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-13: 9788577052165
    Português Brasileiro

    O livro narra a história de Anko, um guerreiro da floresta amazônica, em busca de sua origem. Rao, seu pai adotivo e xamã da aldeia, sabe de toda a verdade, mas, ao invés de contá-la, prefere que ele mesmo descubra, fazendo com que retorne à terra de seus pais. Com a ajuda de seus amigos e do próprio Rao, que mesmo a distância consegue ajudá-lo, ele chega ao seu destino enfrentando todo o tipo de inimigos, atravessando terras estranhas e até enfrentando o exército espanhol, que, recém-chegado à América, trava uma batalha impiedosa contra o Império Inca. Em sua viagem, Anko conhece novas culturas, novos amigos e inimigos, o frio das montanhas e as doenças que os espanhóis espalharam pelo continente americano. O livro mostra o que seria o fim da 'era dos grandes xamãs', homens que conheciam todos os mistérios da floresta e conseguiam transitar normalmente entre dimensões, tanto materiais quanto espirituais. Uma cultura que foi abandonada com a chegada do homem europeu e a era da razão. O fim desta cultura fez com que se perdesse o conhecimento adquirido durante milhares de anos de contato entre o homem, os animais e a floresta. Durante sua viagem, Anko vai descobrir ainda que melhor do que ouvir é viver uma história. Conhecer o mundo com seus próprios sentidos e percepção se torna uma ótima forma de aprendizado espiritual. A obra também aborda a forma como os homens da floresta aceitavam o ambiente como ele era, e tentavam se adaptar a ele e não fazer o contrário, como acontece atualmente.

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    Bárbara Pzzstr picture
    Bárbara Pzzstr23/07/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Busca da identidade

    “Tudo começa com um tropeço” (…) O livro conta a história pela perspectiva de um indígena chamado Anko, o qual descobre não ser fruto biológico da aldeia em que foi criado e nem do seu pai. Rao, xamã e pai de coração de Anko, mostra e conta a Anko sobre o que tem conhecimento da “vida passada” do filho. Ao entrar na jornada em busca da própria identidade e de levar as cinzas do pai biológico para casa, o autor mostra a diversidade das terras, costumes, habilidades e formas de outras aldeias indígenas e da luta contra os espanhóis. O livro revela importantes ensinamentos, sobre a necessidade do autoconhecimento para evolução e desenvolvimento de habilidades e, que no fim, a família ou onde o coração faz lar, não é onde e nem de quem se nasceu, mas sim onde e de quem o amor foi construído. Tudo começa com um tropeço, mas sem esse não há história. E vale lembrar que o autoconhecimento envelhece como o vinho.

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