Faz alguns meses que li esse livro. O fato de eu tentar lembrar dele já diz que não foi "inesquecível" como certos livros tendem a ser, mas não acho que tenha sido uma leitura da qual eu me arrependa.
No início, a história é envolvente e promissora, te prende logo com intrigas e relações no reino de Arrod, onde nossa protagonista mora. Wil é a quarta filha da família real do Norte, e a mais jovem dos quatro filhos. Como tal, ela e seus irmãos geralmente são esquecidos, dispensados ??como peças de reposição, enquanto toda a atenção vai para o primogênito e herdeiro, Owen. Wil não é uma princesa convencional, ela luta, e trabalha para o seu pai como espiã no reino, e ajuda o seu irmão, Gerdie, em suas invenções. Na verdade, a relação entre esses dois irmãos foram as que eu mais amei nessa história, a lealdade e fraternidade entre ambos, era emocionante.
Um dos aspectos que eu simplesmente amo nos livros, são os cenários em que a história vai acontecer, então, qual não foi minha surpresa ao encontrar elementos steampunk nesse livro, como a menção de trens e eletricidade, e, claro, os óculos de dados de Wil. Essa mistura de medieval e tecnologia, alquimia e magia, foi incrível, e esse livro tinha de tudo para ser perfeito, mais infelizmente a autora não explorou muito esse tópico.
A aventura começa de fato depois que Wil desperta um poder desconhecido, a capacidade de transformar qualquer ser vivo em pedra preciosa, é quando acontece uma tragédia, e Wil é exilada. Ela foge do reino e vai atrás de uma cura para essa maldição.
Seu caminho se cruza com o de outro fugitivo, Loom, que, coincidentemente (revirando os olhos aqui) é imune ao toque de cristal da nossa mocinha. Eu não sei o que achar do Loom, sinceramente. Não gostei da relação dele com a Wil, achei forçada (okay que no fim do livro à uma explicação pra isso), mas esses dois estão longe de ser meu casal preferido.
Na metade do livro, as coisas simplesmente param, a leitura fica maçante, e a gente torce pra algo acontecer logo. E aí que entra minha personagem preferida (que teoricamente era pra ser a vilã mas continuo amando ela) Espel, princesa do Reino do Sul, atual inimigo de Arrod. Eu realmente amoo essa personagem, ela é feroz, esperta, forte, tudo com um toque (talvez mais) de crueldade. Sinceramente, DeStefano tem que fazer uma saga dessa personagem. Baren e Zay são outros personagens secundários que realmente poderiam ser mais explorados.
Resumindo, é um bom livro, com uma narrativa fluida, personagens intrigantes, uma história que nos prende, e um mundo sólido e em camadas que te faz querer explorar cada uma.