Bom... vamos começar, né? Não gosto de fazer resenhas negativas. Parece que estou afastando as pessoas do livro. Saibam que essa é apenas minha opinião. Não significa que o livro seja ruim. Significa que ele não deu certo pra mim. Mas vamos lá.
Comecei a ler essa trilogia porque recebi acesso antecipado ao terceiro livro, então preciso ler os dois primeiros antes de ler o terceiro (lógico). Infelizmente não gostei desse primeiro livro, mas não quer dizer que os outros sejam ruins. Isso significa que se eu não tivesse que rsenhar o terceiro eu continuaria a ler essa história? Não sei. Provavelmente não. Mas é apenas minha opinião.
Mas vamos à sinopse:
No universo desse livro a mulheres são objetos que existem apenas para servir os homens. Kalinda viveu sua vida toda em uma espécie de convento onde as mulheres são preparadas para um dia serem escolhidas por benfeitores, que vem escolhê-las para serem suas esposas, concubinas ou criadas. Kalinda passou boa parte de sua vida doente, sofrendo febres, e por não ter nenhuma beleza espetacular ou nenhuma habilidade de luta (vou falar melhor disso mais para frente), ela não espera ser escolhida, ficando satisfeita em passar o resto de sua vida na irmandade junto com sua melhor amiga.
O problema é que um benfeitor misterioso aparece. Ele é ninguém mais, ninguém menos, que o próprio Rajah Tarek, governante do império todo. Ele está à procura de uma esposa e de uma cortesã. Por alguma razão inexplicável até aquele momento, ele escolhe Kalinda como sua esposa. O mais impressionante dessa escolha é que Kalinda não será qualquer esposa. Ela será a centésima rainha. De acordo com a religião deles um homem só é permitido a ter até 100 esposas, a mesma quantidade que um dos deuses deles. Mas Rajah Tarek não tem só esposas. Ele tem cortesãs também. E toda vez que ele escolhe uma nova esposa, as cortesãs que desejarem podem desafiar essa nova esposa para um duelo e tomar seu lugar. E como Kalinda é a última, é a última chance delas. Além disso, diz a lenda que o Rajah só poderia ter 100 esposas, não esposas E cortesãs, então todas as outras que restassem, que não fossem suas 100 esposas, teriam que morrer.
Confuso, não é? Bom, não é um universo ruim. Não é bom, mas não é ruim. É baseado na cultura indiana, mas de forma muito geral. Não vou entrar no mérito se essa cultura foi bem retratada, pois não sei muito sobre o assunto para opinar. Meu problema com esse livro foi que ele foi uma enorme montanha de clichês, começando pelo romance.
Kalinda nunca viu um homem em sua vida, então é de se esperar que ela fique um pouco impressionada. Mas ela se apaixona perdidamente LITERALMENTE pelo primeiro homem que ela vê: o capitão Deven Naik (isso não é spoiler. Acontece nas primeiras páginas e está na sinopse do livro). E ele se apaixona por ela quase instantaneamente. Olha, não tenho nada contra amor à primeira vista, se ele é bem feito, mas nesse livro foi ridículo. As observações dela sobre o físico dele e a proximidade deles... ela estava é doida para *** logo pra ele. Perdi a conta de quantas vezes revirei meus olhos. Se eu não estivesse ouvindo pelo audiobook, acho que teria cortado meus pulsos (audiobooks realmente ajudam quando o livro não é bom, mas não fazem milagre).
Outra coisa que me incomodou é que as explicações e as personalidades dos personagens são MUITO clichês. Eu passei o livro inteiro com a sensação de que já tinha lido tudo aquilo em algum lugar. Não sei. Talvez se você não estiver acostumado a ler muitos livros nesse estilo, não vá notar isso, mas eu notei. Os personagens aceitam algumas explicações facil demais e tomam atitudes meio sem pé nem cabeça. Sei lá. Não me senti motivada. Não me importava com o que ia acontecer. Enfim, foi um livro bem ruizinho pra mim. Vamos ver como serão os próximos. A gente sempre tem uma esperança, né?
Resenha com spoilers: https://www.goodreads.com/review/show/2189796234