No livro "O ninho do passaro" de Shirlei Jackson. Elizabeth é uma jovem de 23 anos e trabalha em um museu que está em reforma. Desde que a obra começou, ela tem se queixado de dores de cabeça, e algo misterioso acontece: ela começa a receber cartas enigmáticas. Assim, ela segue sua rotina ao lado de sua tia Morgen. Depois que a mãe de Elizabeth morreu, a única companheira dela é a tia Morgen.
Em resumo: Elizabeth foi encaminhada para se consultar com o Dr. Wright, e ele a convence a começar a fazer sessões de hipnose. Elizabeth, mesmo com a resistência para expressar o que teme, ela não revela o que sente a respeito das cartas recebidas. Confesso que ler essa parte é interessante para entender como funciona o trabalho de hipnose, mas acabei achando a leitura entediante para quem espera por acontecimentos mais imediatos.
Enfim, o doutor descobre que Elizabeth tem mais três personalidades: Beth, Besty e Bess. E todas têm temperamentos bem diferentes umas das outras; duas são calmas e as outras mais rebeldes e selvagens. A missão do doutor é tentar "curar" Elizabeth e resolver qual será a personalidade escolhida como definitiva.
Quem gosta dessa pegada psicológica vai se interessar pelas interações do doutor com cada uma das personalidades, mas é um enredo lento para quem prefere acontecimentos mais rápidos.
Avaliação: ⭐⭐⭐
📖 A mente é uma coisa curiosa, sem sombra de dúvida, pois me vi zangado comigo mesmo em vez de amedrontado, assim como um cavaleiro (idoso, é claro, e cansado após a longa jornada) que, ao levar sua verdadeira princesa para casa, já não sente mais medo quando confrontado diante das torres do castelo por um novo dragão para matar, mas apenas exaustão.
📖 "O senhor sabe que não sei nada sobre essas coisas, e receio ter pouquíssima empatia; sempre fui muito saudável, acho eu, e tenho a impressão típica de uma pessoa normal, de que ser doi... ter uma doença mental é uma desgraça."