Sociofobia. Mudança Política na Era da Utopia Digital -

    César Rendueles

    Sesc
    2016
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-13: 9788569298915
    Português Brasileiro

    Após o fracasso da utopia neoliberal, o grande consenso ideológico do nosso tempo é a capacidade das tecnologias da comunicação induzirem dinâmicas sociais positivas. A economia do conhecimento é considerada, de forma unânime, como solução para a deterioração especulativa dos mercados; as redes sociais são o remédio para a fragilização de nossa vida nômade e globalizada; a ciberpolítica aspira a regenerar nossas democracias exaustas… Gostamos de imaginar a internet como uma espécie de ortopedia tecnológica capaz de transformar os dilemas práticos herdados da modernidade, até sua virtual superação. Sociofobia questiona, em primeiro lugar, esse dogma ciberfetichista. A ideologia da rede vem gerando uma realidade social diminuída, não aumentada. Simplesmente tem rebaixado nossas expectativas quanto ao que cabe esperar da intervenção política ou das relações pessoais. Por isso, Sociofobia realiza, em segundo lugar, uma ambiciosa reavaliação crítica das tradições políticas antagonistas, para pensar o pós-capitalismo como um projeto factível, próximo e amigável

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    Juliane Silva23/08/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Há duas correntes sobre vícios e virtudes da internet: 1. a negativa: internet como instrumento de controle, dominação e alienação; 2. positivo: ferramenta de educação, liberdade e emancipação social. O autor contraria a positiva, mas sem abraçar totalmente a negativa: questiona a contribuição da internet para o avanço da democracia, das alternativas econômicas e aprofundamento de vínculos sociais. Define sociofobia como as formas contemporâneas de sociabilidade humana, baseadas em conexões reais e virtuais entre sujeitos privados, formando conexões apoiadas pela engenharia tecnológica da informação e comunicação, e contemplando a preservação da liberdade individual e vínculos comunitários. Ela se desenvolveu no apogeu do colonialismo moderno; trata do nosso ideal de liberdade que aprecia como positivo a destruição dos laços comunitários e o controle das instituições tradicionais, apoiada pelo projeto liberalista. Amei, livro crítico e passa um panorama muito conciso e numa escrita livre, sobre a relação entre tecnologias, mercado e vínculos sociais.

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