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    Mac y su contratiempo

    Enrique Vila-Matas

    Seix Barral
    2017
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788432229886
    Espanhol
    3.3
    3 avaliações
    Leram3Lendo0Querem0Relendo0Abandonos0Resenhas2
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    Mac acaba de perder su trabajo y pasea a diario por El Coyote, el barrio barcelonés donde vive. Está obsesionado con su vecino, un famoso y reconocido escritor, y se siente molesto cada vez que éste lo ignora. Un día lo oye hablar con la librera sobre su ópera prima Walter y su contratiempo, un libro de juventud lleno de pasajes incongruentes, del que se acuerda vagamente, y Mac, que acaricia la idea de escribir, decide entonces modificar y mejorar este primer relato que su vecino preferiría dejar en el olvido.«Las novelas que me gustan siempre son como cajas chinas, siempre están llenas de cuentos», afirma el narrador de esta asombrosa novela que se disfraza de divertidísimo diario, de ensayo sobre el origen y el proceso de escritura, de investigación criminal y de novela de aprendizaje.Enrique Vila-Matas destruye el mito de la necesidad de una voz propia mientras reelabora la tradición para demostrar que es dueño de una de las voces más personales del panorama literario contemporáneo; se permite abordar con profundidad la creación literaria sin renunciar a proporcionar al lector momentos de auténtica carcajada; ensalza la normalidad a través de un protagonista excéntrico y peculiar, y finge improvisación en una novela magistral que encierra diversos niveles de lectura, sorpresas argumentales, hallazgos verdaderamente geniales, gracias a una estructura capaz de darse la vuelta como un calcetín a partir de la mitad exacta del libro, dejando al lector con la boca abierta hasta su perfecto final. Divertida y profunda. Accesible y culta. El mejor Enrique Vila-Matas.

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    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino23/07/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    mac y su contratiempo

    Noutro dia falávamos, Marcio Renato dos Santos e eu, sobre Enrique Vila-Matas. Ele dizia que há leitores que o cultuam e há os que o detestam. Disse também que ele havia emprestado vários volumes de Vila-Matas para um jovem amigo que tinha ambição literária, mas que a abandonou (junto com os livros do Marcio, acontece). Já eu disse a ele que havia lido um livro de Vila-Matas ainda em dezembro e não sabia como registrá-lo aqui. Ainda acho que é o tipo de livro que nos encanta porém também nos rechaça. Preferimos ficar com nossos entendimentos e incertezas mais que as compartilhar com os amigos ou demais leitores. Semana passada, lendo um conto de McEwan, que já registrei aqui, veio-me uma chave desse possível registro. Vila-Matas trata em "Mac y su contratiempo" da vaidade e da inveja, irmãs siamesas da literatura e dos escritores (esse era justamente o tema do conto de McEwan). Vila-Matas advoga também em seu livro que escrever ficção e inventar mundos é um método particular de loucura. Se para James Joyce seu leitor ideal era um insone que dedicasse toda sua vida a decifrar seus livros, para Enrique Vila-Matas o leitor ideal é um esquizofrênico, um sujeito incapaz de distinguir o quê é ou não real, um sujeito que seja capaz de entender um romance tanto ou mais que os narradores, tanto ou mais que o próprio autor. Parece sim ser esse o ensinamento que "Mac y su contratiempo" nos oferece. O leitor é apresentado a reconstrução de um conjunto de contos (que são, na verdade, episódios ou fragmentos de histórias do próprio Enrique Vila-Matas publicadas no volume "Una casa para siempre", de 1988). Mac, um neófito barcelonês, senhor aposentado que aparentemente vive do dinheiro de sua mulher, Carmem, resolve reescrever um livro antigo e esquecido de um sujeito famoso de seu bairro, chamado Sánchez, um alter ego de Vila-Matas. Mac se metamorfoseia, deixa de ser apenas mais um louco de bar, aquele tipo de sujeito que gasta sua energia criativa e ideias bebendo em bares, e passa a ser o ativo escritor de um diário que se tornará uma nova versão de um livro já publicado, ou seja, se tornará um plagiador, um falsário, mas continuará anônimo. O livro é dividido em capitulos curtos, numerados, superpostos a dois tipos de inserções, denominadas "Puthoroscopo" e "&", esse último o registro dos sonhos amalucados do narrador, Mac, aquele registros ainda mais amalucados, onde se emula um método de Beckett para entender textos alheios (se é que entendi bem "Whoroscope" é o nome do primeiro livro de poemas de Beckett). Os personagens do livro frequentam os bares do Raval e parecem procurar um autor a disposição de fixá-los em uma ficção. Acompanhamos o transe quase tóxico da vida de Mac e dos demais personagens que, afinal, brotaram de um outro livro, aquele de Vila-Matas de 1988. Na primeira metade do livro o narrador resume o que entendeu de "Una casa para siempre" para a seguir reescrever essas histórias como se fossem suas. Ao final Mac parece esgotado, sonhador, viajando (apenas em sua mente talvez), saindo da mesa de seu bar, saindo de seu bairro, do Raval, e vendo-se em Lisboa, Marrocos, Túnez, oriente médio, como se fosse por fim um personagem dos contos das mil e uma noites. Acostumado ao vórtice de citações de Vila-Matas comecei de brincadeira a anotar os nomes que surgiam, como escolhos num rio. Parei na página 50 (das 300 do livro) quando já listava 25: de Barthes a Bowie, de Zambra a Gogol, de Duchamp a Benjamim, de Kubrick a Cervantes, de Diderot a Mallarmé, de Schweblin a Foster Wallace, de Dinensen a Hemingway, de Walser a Nietzsche, dentre outros tantos. É fácil se afogar no mar de referências cruzadas com que Vila-Matas povoa seus livros. Mas, afinal, do que se trata "Mac y su contratiempo"? Da vaidade? Do abismo que é a folha em branco? Do comprometimento que um sujeito tem que ter com sua vida antes de ter com seus projetos literários? Vai saber! Segue o baile. Vale! Registro #1289 (romance #340) [início: 25/11/2017 - fim: 09/12/2018] "Mac y su contratiempo", Enrique Vila-Matas, Barcelona: Editorial Seix Barral Biblioteca Breve (Grupo Planeta) 1a. edição (2017), brochura 13,5x23 cm., 303 págs., ISBN: 978-84-322-2988-6

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    Enrique Vila-Matas

    Enrique Vila-Matas (Barcelona, 1948) é um escritor espanhol. Nasceu em Barcelona em 1948. Em 1968 foi viver para Paris, auto exilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esse anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista "Fotogramas", e chegou a colaborar como figurante em Estoril num filme de James Bond. Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, "La Asesina Ilustrada", em 1977, e desde então não mais deixou de escrever pois, segundo ele, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida." Com a publicação de "História Abreviada da Literatura Portátil" começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos, França e Portugal. As suas obras são uma mescla de ensaio, crônica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irônica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para 29 idiomas. Atualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional.

    42 Livros
    80 Seguidores

    Enrique Vila-Matas