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    Sobre a liberdade e A sujeição das mulheres -

    John Stuart Mill

    Penguin Companhia
    2017
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788582850466
    Português Brasileiro
    4.2
    47 avaliações
    Leram69Lendo19Querem281Relendo0Abandonos6Resenhas9
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    Dois textos clássicos atestam a atualidade do pensamento de John Stuart Mill. O indivíduo deve ser livre para direcionar sua vida como preferir em tudo aquilo que não cause dano a terceiros. Homens e mulheres devem viver em igualdade. Essas proposições estão no cerne de Sobre a liberdade e A sujeição das mulheres. Mill enxergava três fontes de despotismo à sua volta: o Estado, o costume e a opinião pública. Graças a elas, os indivíduos passavam a vida numa existência atrofiada, sem experimentar seu verdadeiro potencial. Contra essa diluição dos indivíduos, Mill elaborou sua defesa da liberdade. Quanto às mulheres, Mill exige a plena igualdade legal - numa época em que elas nem sequer podiam votar - e defende que os homens se desvencilhem de antigos preconceitos. Essas obras poderosas convidam ao exercício de uma ética da liberdade e buscam a compreensão de hábitos e opiniões diferentes dos nossos. Trata-se de pilar fundamental em tempos de intolerância e fanatismo como os de hoje.

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    Doney Corteletti Stinguel12/12/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lista de Livros: Sobre A Liberdade e A Sujeição Das Mulheres, de John Stuart Mill

    Parte I: “O objetivo deste ensaio é asseverar um princípio muito simples, destinado a condicionar totalmente os tratos da sociedade com o indivíduo, sejam de compulsão e controle, seja por meio da força física na forma de penalidades legais, seja como coerção moral por parte da opinião pública. Esse princípio é o de que a única finalidade para a qual a humanidade está autorizada, individual ou coletivamente, a interferir na liberdade de ação de qualquer de seus membros é a autoproteção. Que o único propósito para o qual o poder pode ser exercido com justiça sobre qualquer membro da comunidade civilizada, contra sua vontade, é o de evitar dano a outros. A finalidade de seu próprio bem, físico ou moral, não é suficiente para conferir essa autorização. Ele não pode, sem que se cometa injustiça, ser compelido a fazer ou abster-se de fazer algo porque será melhor para seu próprio interesse agir assim, porque isso o fará mais feliz, porque, na opinião de outros, seria uma ação sábia, ou mesmo justa. Essas são boas razões para repreendê-lo, ou para ponderar com ele, ou para persuadi-lo, ou para suplicar-lhe, mas não para forçá-lo, ou castigá-lo com algo ruim caso aja de outro modo. Para justificar isso, o comportamento que se deseja evitar que ele tenha deve, na medida em que se possa calcular, causar algum mal a outra pessoa. O único aspecto do comportamento pelo qual ele é obrigado a fazer concessões à sociedade é o que diz respeito a outras pessoas. No aspecto que diz respeito apenas a si mesmo, sua independência é, por direito, absoluta. Sobre si mesmo, seu próprio corpo e sua mente, o indivíduo é soberano.” * “Nunca podemos ter certeza de que a opinião que tentamos reprimir é falsa; mesmo que tivéssemos certeza, reprimi-la seria um mal mesmo assim.” * “Na época atual, a superfície tranquila da rotina é frequentemente agitada por tentativas tanto de ressuscitar males do passado quanto de introduzir novos benefícios. O que se apregoa como um grande benefício do presente, a revivescência da religião, é sempre, nas mentes estreitas e não instruídas, e pelo menos na mesma intensidade, a revivescência da intolerância; e onde existe o forte e permanente fermento da intolerância nos sentimentos das pessoas, que sempre subsiste nas classes médias deste país, é preciso muito pouco para incitá-las a perseguir ativamente aqueles que nunca deixaram de considerar objetos merecedores de perseguição. Porque é isto — é a opinião que as pessoas abrigam e os sentimentos que acalentam a respeito daqueles que não têm as crenças que consideram importantes — que faz com que este país não seja um lugar de liberdade das mentes.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/12/sobre-liberdade-parte-i-john-stuart-mill.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “O objetivo deste ensaio é asseverar um princípio muito simples, destinado a condicionar totalmente os tratos da sociedade com o indivíduo, sejam de compulsão e controle, seja por meio da força física na forma de penalidades legais, seja como coerção moral por parte da opinião pública. Esse princípio é o de que a única finalidade para a qual a humanidade está autorizada, individual ou coletivamente, a interferir na liberdade de ação de qualquer de seus membros é a autoproteção. Que o único propósito para o qual o poder pode ser exercido com justiça sobre qualquer membro da comunidade civilizada, contra sua vontade, é o de evitar dano a outros. A finalidade de seu próprio bem, físico ou moral, não é suficiente para conferir essa autorização. Ele não pode, sem que se cometa injustiça, ser compelido a fazer ou abster-se de fazer algo porque será melhor para seu próprio interesse agir assim, porque isso o fará mais feliz, porque, na opinião de outros, seria uma ação sábia, ou mesmo justa. Essas são boas razões para repreendê-lo, ou para ponderar com ele, ou para persuadi-lo, ou para suplicar-lhe, mas não para forçá-lo, ou castigá-lo com algo ruim caso aja de outro modo. Para justificar isso, o comportamento que se deseja evitar que ele tenha deve, na medida em que se possa calcular, causar algum mal a outra pessoa. O único aspecto do comportamento pelo qual ele é obrigado a fazer concessões à sociedade é o que diz respeito a outras pessoas. No aspecto que diz respeito apenas a si mesmo, sua independência é, por direito, absoluta. Sobre si mesmo, seu próprio corpo e sua mente, o indivíduo é soberano. * “Nunca podemos ter certeza de que a opinião que tentamos reprimir é falsa; mesmo que tivéssemos certeza, reprimi-la seria um mal mesmo assim.” * “Na época atual, a superfície tranquila da rotina é frequentemente agitada por tentativas tanto de ressuscitar males do passado quanto de introduzir novos benefícios. O que se apregoa como um grande benefício do presente, a revivescência da religião, é sempre, nas mentes estreitas e não instruídas, e pelo menos na mesma intensidade, a revivescência da intolerância; e onde existe o forte e permanente fermento da intolerância nos sentimentos das pessoas, que sempre subsiste nas classes médias deste país, é preciso muito pouco para incitá-las a perseguir ativamente aqueles que nunca deixaram de considerar objetos merecedores de perseguição. Porque é isto — é a opinião que as pessoas abrigam e os sentimentos que acalentam a respeito daqueles que não têm as crenças que consideram importantes — que faz com que este país não seja um lugar de liberdade das mentes.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/12/sobre-liberdade-parte-ii-john-stuart.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte III (A sujeição das mulheres): “Houve alguma vez qualquer dominação que não parecesse natural a quem a exercia?” * “Com todo o fanatismo os homens se agarram a teorias que justificam suas paixões e legitimam seus interesses pessoais.” * “Nos dias de hoje, o poder usa de uma linguagem mais suave e, seja quem for que quer oprimir, sempre finge fazê-lo para o próprio bem dos oprimidos.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    John Stuart Mill

    John Stuart Mill (Londres, 20 de Maio de 1806 — Avinhão, 8 de Maio de 1873) foi um filósofo e economista inglês, e um dos pensadores liberais mais influentes do século XIX. Foi um defensor do utilitarismo, a teoria ética proposta inicialmente por seu padrinho Jeremy Bentham.

    25 Livros
    48 Seguidores

    John Stuart Mill