Aventuras na História Nº 120 (Julho de 2013) - Espártaco

    não informado

    Abril
    2013
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O gladiador que reuniu 60 mil escravos e desafiou o poder de Roma

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    Julho de 2013

    "Espártaco" A reportagem destacou dois aspectos sobre o famoso gladiador - a identidade e intenção da rebelião - tendo apenas especulações como respostas. Seja como for, evidenciou luta ainda hoje impactante acerca da busca da liberdade. Na identidade, é consenso entre historiadores desde a Antiguidade que era da região da Trácia e lutava como gladiador do tipo trácio (com armamento mais leve e curto dando maior agilidade). Outras percepções complementam dizendo que seria soldado punido ou oponente capturado, ambas situações também destinavam às escolas de gladiadores. Nos ideais, a luta seria apenas pela liberdade, no ano 73 a.C. Aspecto que impacta a visão sobre ele, se seria fugitivo ou revolucionário. A rebelião iniciou com 72 gladiadores que, com relativa facilidade, tiveram vitórias em jornada ao norte e sul da Itália. Nesse percurso o grupo teve adesão, somando cerca de 60 mil revoltosos, até serem derrotados no sul pelas legiões de Crassus. Foi a maior rebelião de escravos na Antiguidade, mas não a primeira no império romano, e como consequência, espalhou-se temor, o que teria levado, pouco depois, a constituição romana garantir mais direitos aos escravos, além de reforço nas medidas de segurança nas escolas de gladiadores e entre os senhores que tinham escravos (dizem que até diminuiu a quantidade). Fiquei intrigado sobre a marcha ao norte e sul, passando por Roma sem oferecer combates. Tem quem especule racha nessa coluna e é provável que, na busca de sair dos domínios romanos, tenham se deparado com obstáculos para os quais não tinham os recursos necessários, como na travessia pelos Alpes no norte e navegação no sul. O fim do guerreiro foi incerto, pois sabe-se que morreu em combate, mas o corpo não foi identificado. Diferentemente do romantismo que vemos no filme com Kirk Douglas, em que morre crucificado, tristemente contemplado pela amada com seu filho no colo. Oche! Quiseram equipará-lo a um tipo de Cristo! No, no, no! Porém, é certo que os romanos crucificaram, para chocar a opinião pública, mais de 6 mil revoltosos... Falando em adaptações, qualquer dia maratono a série, bastante elogiada, talvez pelo romantismo idealizado... Ei, troféu cata-piolho... Se Espártaco era trácio então sua espada deveria ser uma sica (curva) e não o gládio (reta) como vemos na capa... A-há! Não contavam com minha astúcia.. Mano, não sei onde está a veracidade dos pontos, mas curti a reportagem. Para leigos como eu foi leitura satisfatória. "Hora de brincar" A reportagem sobre a história dos brinquedos em nosso país desapontou. Que coisa sem graça! Esperava algo legal, mas o texto foi econômico. O que deu para aprender foi que a fabricação iniciou no século 19 com a chegada dos imigrantes; até meados da década de 1950 os importados dominavam; era tudo muito caro; e a peteca (aquela com penas) é genuinamente brasileira. Não tô dizendo que o negócio foi churumela... O mundo dos brinquedos não encantou nas informações! Vou escrever então bobagens... Tá lá uma ilustração do Falco olhos-de-águia, meu sonho de consumo na infância... e de toda uma ou duas gerações... suponho... Morei em vila industrial e só quem tinha eram os filhinhos de papai do Staf. Às vezes tinha vontade de sair na porrada, pois uns frescos nem deixavam segurar... Ah! Só bobagem mesmo como disse. "Arábia, o refúgio dos deuses gregos" Olha, falando em bonecos, acho que por isso a reportagem seguinte foi essa... Reproduz o que já sabia, que antes do Islã a região arábica era dominada pela poligamia. Foi citado a Bíblia, com a história de Abraão, que saiu de Ur dos caldeus rumo a terra prometida sob a promessa do Deus Único. O teor da reportagem foi que no panteão existente, muitos deuses árabes lembravam o da mitologia grega (com divindade para o amor, sabedoria, etc e tal, com direito a um maioral tipo Zeus, que foi referenciado como Baal). "Salamina", de Javier Negrete Esse foi o livro que fiquei afim de ler, sobre a batalha entre gregos e persas, mas sem o romantismo estereotipado de bem e mal que se estabeleceu na cultura moderna. Deve ser paidégua, né! Me amarro nessas narrativas. Entre as notas históricas: - Um início nada glorioso (Rapaz, essa foi novidade para mim! Entre os colonizadores norte-americanos do século 16 houve episódios de fome que levaram ao canibalismo). - O primeiro retrato dos índios (não é que no Vaticano tem afresco, de dois anos após os informes de Colombo em 1492, ilustrado com indígenas...). - Assim caminhou a humanidade - ora, oras! Quem disse que o racionalismo científico é definitivo e preciso... "A iluminação do homem" como creem nuitos (na ocupação do continente americano ainda não explicaram nativos com traços orientais e o fóssil mais antigo ter perfil de população afro...). Resenha em Macapá... Tô vendo galera largando as máscaras e aglomerando sem cuidado nenhum... Ainda não é tempo, ainda não é tempo...

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