Em “Biblilove” conhecemos Cibele, uma fera loura, lutadora e amante dos livros. No outro lado da estória, temos Petrônio, um ex-lobista a procura de um ghost writer. Cibele não se permite ter um relacionamento sério por conta de seu pai – que nunca lhe deu uma madrasta -. Já Petrônio nunca se deixaria ter um relacionamento com uma moça bem mais nova que ele.
No entanto, o ghost writer que Petrônio precisa acaba sendo o pai da linda fera loura. Seus caminhos se cruzam ai. Jogos de sedução se iniciam apesar do receio de ambos e da melhor investida dela.
Amor, receio, dor, amizade, livros, loucuras e medo permeiam a relação do casal. Mas será que realmente existe um casal? Será que nos cantos escuros da Biblilove – livraria que Cibele tem com seu pai – o amor nascerá?
Existe saudade da escrita de alguém? Com esse livro descobri que sim! Estava morrendo de saudades da escrita de Moira (autora) e foi muito bom retornar logo com uma série! Melhor ainda, foi conhecer esse grupo de seis amigas que estão nas obras, tendo elas como a primeira Cibele, uma jovem bela, mas que tem muito mais de fera do que se pode imaginar.
A estória acontece em 2014, no ano do terrível 7x1, e vai se desenrolando pelos anos da vida de Cibele e suas amigas (esse é mais focado somente em Cibele mesmo, as outras amigas o leitor conhece no decorrer da série). E eu amei acompanhar esses anos e suas surpresas!
A relação das personagens é muito bem construída, seja a de amor de Cibele para com seu pai, seja a de amizade com as amigas, ou a confusa relação com Petrônio em sua paixão avassaladora e seu medo.
A escrita, que tanto senti falta, é incrível. Obvio que os detalhes picantes do casal principal não poderiam faltar, né? Característica de Moira! Todas as cenas são maravilhosamente descritas e cheias de detalhes.
A diagramação então? L-I-N-D-A! É possível perceber nas capas que nenhuma das nossas princesas do dia a dia mostram seus olhos e isso tem um significado especial: mostrar que amor não está presente só no olhar.
Enfim, eu recomendo a leitura desse e dos restantes da série. A próxima resenha já será do segundo livro!
Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:
“Uma vez estabelecido pela metafísica que ‘dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço’, a conclusão pareceu óbvia. É claro, uma coisa precisa sair para outra entrar. Porém, quando o espaço confinado é o coração, a coisa muda de figura.”
“‘Vai voltar a ser você mesma, a vida continua. ’ [...] ‘A diferença é que vai carregar essa cicatriz. ’”