Ifá. O Senhor do Destino

    Fernandez Portugal Filho

    Madras
    2010
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788537005705
    Português Brasileiro

    De acordo com a tradição yorùbá, Ifá é um òrìÿá muito importante, pois era chamado periodicamente por Ôlödùmaré, para que, com sua sabedoria, consertasse o mundo. Para os yorùbá, Ifá é quem conhece com profundidade a alma humana, a nossa vida e o que viemos fazer neste mundo. Ele é também o único meio de se chegar aos òrìÿá e obter suas bênçãos. É por meio da adivinhação de Ifá que podemos saber o que desejam os òrìÿá, como devemos nos comportar e ainda como nos proteger das forças maléficas. Esta obra pretende mostrar aos praticantes dos cultos de origem africana a importância de Ifá na Nigéria, no Benin, no Togo, em Cuba e em outros países onde a diáspora africana se fez presente. O texto inclui os versos de Ifá, por meio de cada Odù, ou o ojú odù, a caída dos odù e a dos òrìÿá que correspondem nessa caída, formando a impressão do odù, com a indicação do odù, na adivinhação do oráculo de Ifá e a magia correspondente a cada odù. Uma série de explicações preliminares sobre o culto a Ifá levará o leitor à compreensão desse tema. Há também uma lista de entidades voltadas para o estudo e a divulgação da cultura e da religião yorùbá. Isso ajudará o leitor que desejar aprender o idioma yorùbá, bem como sua religião tradicional.

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    Júlio Augusto08/07/2022Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Esse livro é MUITO RUIM

    É um livro que, infelizmente, deixa muito a desejar em termos de precisão e respeito às tradições religiosas afro-brasileiras. O autor comete um erro grave ao tentar forçar uma correspondência entre os sistemas divinatórios de Ifá e do Mẹ̀rindílogun (jogo de búzios), ignorando as diferenças fundamentais entre essas duas práticas. O problema central do livro está na tentativa equivocada de transpor a concepção dos 16 odù de Ifá para o sistema dos búzios. Por exemplo, o autor afirma que Èjì-Ogbè, o primeiro odù em Ifá e seria o primeiro no Mẹ̀rindílogun, e não o oitavo. No entanto, essa comparação é completamente descabida, pois os Èjì-Ogbè de Ifá e do Merindilogun são entidades distintas, com histórias, interpretações e significados próprios. Ao sugerir que no jogo de 16 búzios o primeiro odù é Èjì-Ogbè e aplicar a interpretação de Ifá a ele, o autor comete um erro grave, desrespeitando tanto o Candomblé brasileiro quanto o Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ (religião tradicional yorùbá). Essa abordagem não só é incorreta do ponto de vista histórico e cultural, mas também pode levar a interpretações equivocadas e potencialmente prejudiciais para os praticantes. Este livro é um exemplo claro de como a falta de pesquisa adequada e o desrespeito às tradições podem resultar em uma obra que mais confunde do que esclarece. Para aqueles que buscam conhecimento autêntico sobre Ifá ou o jogo de búzios, recomendo fortemente que evitem este livro e procurem fontes mais confiáveis e respeitosas com as tradições originais.

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