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    A Metafísica do Amor e outras reflexões -

    Arthur Schopenhauer

    Textos para Reflexão
    2017
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-10: B06WVNWNCJ
    Português Brasileiro
    3.7
    75 avaliações
    Leram125Lendo27Querem146Relendo1Abandonos5Resenhas13
    Favoritos1Desejados146Avaliaram75

    Schopenhauer encontrou nas tradições do hinduísmo, do budismo, e até mesmo do misticismo cristão, o caminho possível para vencer Maya, representação ilusória e impermanente do mundo, e nos voltarmos para a Eternidade, um pensamento de cada vez. A grande questão é que, apesar de seus extraordinários esforços, o filósofo ainda foi limitado pelas palavras, pela linguagem, pela racionalidade tão comum no Ocidente. Assim, talvez tenham sido poucos os que chegaram a compreender que o seu pessimismo era antes um chamamento, um incentivo a que nós mesmos nos arriscássemos também a abandonar Maya, rumo ao Nirvana, rumo a Vontade, rumo ao que em realidade existe, sempre existiu e sempre há de existir. Mas isso ainda seria filosofia? Não sei bem. Fato é que Schopenhauer tampouco esteve preocupado com tais classificações. No fim das contas tudo pode ser resumido em algumas poucas reflexões: O mundo é a minha representação, mas é possível transcender esta representação? E, em sendo, é possível descrever tal transcendência com palavras? Em suma, é possível relatar a face da Eternidade? Talvez tais perguntas só possam mesmo ser respondidas pelo ser que se aventura neste caminho. E se forem de fato respondidas, temo que só mesmo ele, o caminhante, consiga compreender as respostas. Então não custa nada tentarmos seguir neste caminho também. Talvez esta leitura, de trechos selecionados das grandes obras de Schopenhauer, "O mundo como vontade e representação" e "Parerga e Paralipomena", seja já um vigoroso primeiro passo, ou quem sabe mais um proveitoso material de consulta para os aventureiros... Boa viagem! O editor.

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    Jeane Tertuliano picture
    Jeane Tertuliano03/04/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Leitura Ultrapassada

    É fato que o filósofo Arthur Schopenhauer é autor de reflexões deveras significativas, entretanto, acerca do amor, ele nada soube. Um ser mal-amado não atribui fado às paixões, pelo contrário, vê desprezo em tudo, principalmente na suposta musa. Não recomendo a leitura!

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 75
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas5%
    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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